Fonte: OpenWeather

    Fenômeno


    Partículas de "Nuvem de poeira Godzilla" chegará ao Rio Amazonas?

    A nuvem se formou no continente africano e atravessou o oceano

    A "Nuvem de Poeira Godzilla" começou a ser observada há uma semana em uma área do oeste da África
    A "Nuvem de Poeira Godzilla" começou a ser observada há uma semana em uma área do oeste da África | Foto: NOAA/ BBC

    Há dias uma gigantesca mancha opaca encobre o Oceano Atlântico. Uma nuvem de ar do Saara, composta por massa de ar seco com poeira do deserto africano está vindo em direção às Américas. A expectativa está pela chegada da poeira, que uma das maiores do século, ao Rio Amazonas.

    O fenômeno chamado recorrente a cada ano, que se intensificou em 2020 é chamado de "Nuvem de Poeira Godzilla". A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) diz que  a cada ano, mais de cem milhões de toneladas de poeira saariana sopram da África — e algumas partículas já chegaram até o Rio Amazonas.

    Em vários países há a recomendação para que pessoas usem máscaras e evitem atividades ao ar livre, devido a concentração de partículas no ar. Na região Caribenha, efeitos já são sentido. No mar, Navios já foram avisados sobre a possibilidade de baixa visibilidade para a navegação.

    A "Nuvem de Poeira Godzilla" começou a ser observada há uma semana em uma área do oeste da África e já percorreu mais de 5 mil quilômetros até o caribe pelo mar. Mas também passou por terra pelo continente americano, na Venezuela. 

    A NOAA prevê que a nuvem continuará se movendo rumo ao oeste pelo Mar do Caribe, chegante até áreas do norte da América do Sul, América Central e da Costa do Golfo dos Estados Unidos nos próximos dias.

    De que se trata?

    Essa massa de ar seco e carregada de partículas de areia se forma sobre o deserto do Saara no final da primavera, no verão e no começo do outono no Hemisfério Norte, e geralmente se desloca em direção ao Oeste sobre o Oceano Atlântico a cada três ou cinco dias.

    Quando ocorre, costuma ser de curta duração, não superior a uma semana. Porém a presença de ventos suaves em certas épocas do ano a tornam mais propensa a cruzar o Atlântico e percorrer mais de dez mil quilômetros.

    De acordo com a NOAA, a cada ano, mais de cem milhões de toneladas de poeira saariana sopram da África — e algumas partículas já chegaram até o Rio Amazonas.

    A camada geralmente tem entre três e cinco quilômetros de espessura, e e encontra a uma altura de um a dois quilômetros na atmosfera.

    Efeitos 

    - O calor da camada ajuda a estabilizar a atmosfera quando o ar quente da nuvem passar por ares frios e densos;

    - A poeira tem elementos químicos que fertilizam o solo e o mar;

    - Minerais da poeira repõem nutrientes de solos das zonas tropicais, afetados por chuvas;

    - Elementos tóxicos podem ser nocivos a espécies do oceano, como corais, mas alguns dos químicos pode ajudar na vida no oceano; 

    - Segundo a NOAA, o calor, a secura e os fortes ventos associados a esta camada de ar saariana suprimem também a formação e intensificação de ciclones e furacões.

    - A qualidade do ar é consideravelmente afetada e isso pode ter impacto sobre a saúde humana.

    -  O ar como menos umidade e empoeirado pode afetar a pele e pulmões;

    - O alto teor de partículas também pode ser nocivo para pessoas com problemas respiratórios, causando alergias e irritações nos olhos.

    No contexto atual, com a epidemia do coronavírus, as autoridades sanitárias de alguns países têm alertado sobre o risco extra da nuvem de poeira para pessoas com problemas respiratórios.

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