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    Segurança


    Setor de segurança no Brasil tem alta de 40% devido à Covid-19

    Tecnologia inteligente está sendo usada em empresas, shoppings e comércios para identificar pessoas com temperatura elevada o que pode ser indicativo do Covid-19

    O novo coronavírus fez surgir um aumento de 40% por soluções de segurança segundo pesquisa da Abese
    O novo coronavírus fez surgir um aumento de 40% por soluções de segurança segundo pesquisa da Abese | Foto: Reprodução

    Manaus- O novo coronavírus fez surgir um aumento de 40% por soluções de segurança, segundo pesquisa da Associação Brasileira das Empresas de Segurança Eletrônica (Abese). O estudo ouviu 227 empresas, o que equivale a cerca de 2% do setor, e mostrou que, entre as tecnologias mais buscadas, estão o reconhecimento facial e as câmeras térmicas. 

    Elas representavam, antes da pandemia, 6,2% das vendas do segmento e eram utilizadas principalmente para segurança. Depois do início da quarentena, a comercialização desse equipamento aumentou para 13,7%. Isso se deve ao fato de que esse equipamento é capaz de identificar indivíduos com temperatura acima de 37,8°C, mostrando quadro de febre, um dos sintomas da covid-19.

    Novos protocolos sanitários

    No caso das câmeras com reconhecimento facial, o crescimento foi de 12,3%, em função das exigências dos novos protocolos sanitários e da necessidade de evitar interações dentro de condomínios residenciais e empresas, já que esse tipo de equipamento funciona de forma autônoma, identificando as pessoas e possibilitando maior segurança em locais de acesso restrito.

    Segundo a pesquisa, houve aumento de 20% na procura pela portaria remota, uma ferramenta que permite o atendimento em condomínios e empresas a distância. 

    Os empresários (17,6%) também responderam que houve expansão no segmento residencial, principalmente das soluções de monitoramento a distância de casas de veraneio que ficaram vazias devido às regras do isolamento social.

    Segundo a presidente da Abese, Selma Migliori, com o aumento da procura desse tipo de solução o setor tem procurado aprimorar o que já existia, colocando ferramentas mais eficazes e lançando produtos que, em sua avaliação, devem ajudar em todo o processo a partir do próximo ano.

    Acrescentou que, devido a essa procura, 65,2% das empresas não demitiram nenhum funcionário e 20,3% contrataram novos colaboradores durante o mesmo período. 

    Hospitais e shoppings

    Alguns dos empreendimentos que costumam fazer planos de segurança em um determinado momento do projeto sem tanta preocupação quanto à previsão da tecnologia, como shopping centers, grandes indústrias, hospitais e supermercados - têm procurado prever essas ferramentas também para o entorno dos estabelecimentos e não só em seu interior.

    Segundo a Abrese, o setor de segurança eletrônica é responsável por gerar mais de 250 mil empregos diretos e mais de dois milhões indiretos. Em 2019, o mercado de segurança eletrônica no Brasil faturou R$ 7,17 bilhões.


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