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    Analfabetismo


    IBGE aponta maior índice de analfabetismo na população masculina

    No Amazonas, o percentual de analfabetismo é maior entre homens a partir dos 15 anos

    O problema na educação afeta mais homens do que mulheres no Amazonas
    O problema na educação afeta mais homens do que mulheres no Amazonas | Foto: Divulgação

    Manaus - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta na última pesquisa Anual por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD Contínua), que a taxa de analfabetismo de homens no Amazonas soma 5,9%, levando em consideração a faixa etária de 15 anos ou mais. 

    A pesquisa revela pequena variação entre homens e mulheres. Levando em conta a faixa etária de 15 anos ou mais. No entanto, a diferença entre homens e mulheres chega a 0,9 pontos percentuais (p.p.), a mais de analfabetismo entre os homens, que representam 5,9%, enquanto as mulheres somam 5,0%.

    Na Região Metropolitana de Manaus, a taxa de homens analfabetos (15 anos ou mais) é 2,8%, e a taxa das mulheres, 2,3%, ou seja, 0,5 p.p., mais alta entre os homens.

    Segundo dados da pesquisa, a  taxa de analfabetismo do Estado, de 5,4%, para pessoas de 15 anos ou mais de idade, o coloca na 11ª posição entre as 27 unidades da federação. Rio de Janeiro (2,1%), Santa Catarina (2,3%) e São Paulo (2,6%), possuem as três melhores posições do país. Já Alagoas (17,1%), Paraíba (16,1%) e Piauí (16%) possuem as piores taxas de analfabetismo.

    Superação das mulheres

    Dados apontam que as mulheres superam os homens em completar o ensino médio. Na faixa de 18 a 24 anos, a pesquisa revela que, no Amazonas, em 2019, a taxa de escolarização de mulheres (34,7%) era superior que a de homens (33,4%). Em Manaus, da mesma forma, a taxa de escolarização das mulheres (42,2%) era maior do que a dos homens (41%). 

    Evasão escolar

    A evasão escolar contribui diretamente com o analfabetismo
    A evasão escolar contribui diretamente com o analfabetismo | Foto: Reprodução

    Um dos motivos para o índice de analfabetismo entre homens é o abandono escolar. Em famílias de baixa renda é comum que filhos conciliem o trabalho com o estudo para a manutenção da renda da casa. Segundo pesquisa da Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc-AM), em 2018 cerca de 77 mil alunos deixaram a escola. 

    No auge dos seus 24 anos, o estudante Carlos Henrique afirma que voltou para a escola afim de finalizar os estudos. Ele parou o ensino fundamental por três anos, pois,estava trabalhando para ajudar na renda familiar. Ele conta que a dificuldade está em não conseguir emprego por falta de estudo.

    "Eu voltei a estudar porque sempre vou ficar atrás dos outros na corrida da vida. Precisei voltar para a sala de aula e pretendo continuar para ter uma profissão", afirmou. 

    As principais causas indicam que 21,7% abandonam a escola porque estão trabalhando. Em seguida é constatado o abandono para cuidar da família, por desinteresse de estudar, doença ou gravidez na adolescência. 

    Segundo o relatório de 2012 divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Penud) um a cada quatro alunos que inicia o ensino fundamental no Brasil abandonam a escola antes mesmo de terminar a última série. 


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