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    Denúncia


    Moradores do Cacau Pirêra vivem em meio a lixeira a céu aberto

    A denúncia dos moradores é sobre a falta da coleta de lixo nas ruas do distrito do Cacau Pirêra

    | Foto: Cesar Gomes/Arquivo Em Tempo

    Irandura- Logo quando se entra no distrito de Cacau Pirêra, no município Iranduba (AM), é possível ver várias lixeiras a céu aberto pelas ruas da cidade. Sacolas plásticas, animais mortos, resto de comida, dejetos e mau cheiro fazem parte do cartão postal da cidade. O fedor virou rotina na vida de moradores que já se acostumaram com o incômodo. Porém, o medo da contaminação pelo lixo, assusta os moradores que já tentaram de tudo para resolver o problema na cidade, mas não obtiveram sucesso.  O EM TEMPO esteve no local e conferiu de perto o problema.

    A dona de casa Izete Silva, moradora da rua 13 no bairro Nova Veneza, contou sobre a situação que tem passado por morar próximo ao lixo. Izete explicou que o descaso vem acontecendo há muito tempo e para ela, o problema é causado porque retiraram as lixeiras públicas da cidade e os moradores não tem um local fixo para jogar o lixo a ser recolhido.

    Izete Silva é dona de casa e teme por ser contaminada por bactérias do lixo
    Izete Silva é dona de casa e teme por ser contaminada por bactérias do lixo | Foto: Cesár Gomes/ Em Tempo

    “Deveriam colocar uma lixeira para poder organizar o descarte. Como não tem, as pessoas vão jogando tudo na rua, formando esse monte de lixo. Eu fico com medo por mim que sou idosa e pelas crianças que vivem ao redor dessa sujeira. Porque ficamos expostos às bactérias. Principalmente nesse período de pandemia. Minha filha é doente, não tem condições de viver respirando bactérias”, contou a dona de casa.

    Franciomar Souza é morador da avenida Nova Veneza e a residência dele é em frente ao lixão. Todos os dias, ao acordar, a imagem que consegue ver na janela é a da sujeira. Segundo ele, existe coleta de lixo, porém, eles passam no máximo duas vezes na semana, e não é suficiente para a quantidade de lixo que é fabricada pela população.

    Franciomar Souza vive em frente da lixeira viciada
    Franciomar Souza vive em frente da lixeira viciada | Foto: Cesár Gomes/ Em Tempo

    “Às vezes os coletores não andam até ao final da rua para pegar o lixo. Eles recolhem até um determinado ponto e vão embora. Ninguém limpa nessa região onde está a maior quantidade de sacolas. Os moradores fazem fogueiras e queimam o lixo na tentativa de diminuir o fedor e o volume. Tive que acostumar com o cheiro, afinal não posso sair de casa por conta da falta do serviço que deveria ser oferecido pelos órgãos responsáveis”, relatou o morador Franciomar.

    Posicionamento da administração de Cacau Pirêra

    Em nota, a administração do distrito de Cacau-Pirera, informou que duas lixeiras são mantidas regularmente no bairro Nova Veneza e a outra na área do Campo do Poeirinha. Ainda segundo a assessoria, os dois recipientes estão em manutenção e devem ser recolocados nos dois lugares nos próximos três dias.

    O administrador do distrito Nelson Malcher declarou que: “A coleta do lixo é feita sempre que as caçapas ficam cheias”.

    | Autor: Cesár Gomes/ Em Tempo
     

    Ainda de acordo com a assessoria, lixeiras viciadas são uma questão antiga no distrito. “O local já foi aterrado, e foram removidos os entulhos e lixo no início do ano de 2020. Além disso, uma placa de proteção ao meio ambiente fincada no local, porém, os moradores atiram o lixo fora da caçapa. Muitas vezes quando o caminhão da coleta passa o lixo está no chão, sendo que o correto é colocar o lixo em frente das casas”.

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