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    Posicionamento


    Arquidiocese de Manaus se posiciona sobre últimos acontecimentos no AM

    Durante coletiva nesta segunda-feira (17), Dom Leonardo falou sobre os desaparecimentos em Nova Olinda e sobre o caso da menina que engravidou após abusos do tio

    Na ocasião, representantes de entidades e movimentos populares diferentes também expressaram um manifesto sobre a problemática | Foto: Reprodução/facebook

    Manaus- A arquidiocese de Manaus realizou uma coletiva na manhã desta segunda-feira (17), com intuito de tornar público o posicionamento da igreja quanto aos últimos crimes no Amazonas principalmente contra os povos indígenas. Na ocasião, representantes de entidades e movimentos populares diferentes também expressaram um manifesto sobre a problemática.

    O assunto a ser explanado foi o caso que ocorreu na região do rio Abacaxis e a Terra Indígena Coata-Larajal, nos municípios de Nova Olinda do Norte e Borba. As denúncias são sobre as quantidades de mortes que têm acontecido nas localidades. “Não pode ser que pessoas desapareçam, pessoas sejam mortas, torturadas e nada acontecer”, afirma Dom Leonardo Steiner

    De acordo com os representantes, desde quando os policiais foram mortos a vida dos povos indígenas e tradicionais mudou de maneira cruel e sub-humana. A importância desta iniciativa da sociedade civil visa defender os povos e a Amazônia.

    “Policiais à paisana foram fortemente armados, sem se identificar com ninguém. Inclusive, chegaram muito próximos as aldeias. Isso foi causando uma situação de terror e pânico na população. Foi aí que eles começaram a pedir socorro. Desde de o ocorrido, indígenas e ribeirinhos estão sem água, sem comida, sem condições de se deslocarem por temor”, relatou uma das representantes presentes.

    Conforme informações preliminares, foram confirmadas a morte de um indígena Munduruku chamado Josimar Moraes de Silva, três ribeirinhos e o desaparecimento de dois adolescentes e um indígena Munduruku, além da morte de dois policiais militares, um suposto traficante e seis pessoas feridas.

    Manifestação

    O evento revelou um documento que foi assinado por mais de 50 movimentos e organizações sociais e eclesiais, dentre eles a Prelazia de Borba, a Arquidiocese de Manaus, a Comissão Pastoral da Terra – CPT, o Conselho Indigenista Missionário – CIMI, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Regional Norte 1, a Conferência dos Religiosos do Brasil, assim como outras organizações eclesiais. O pedido é o mesmo: que os casos de violências, mortes, desaparecimentos realizados por práticas policias sejam apurados e investigados pelas autoridades responsáveis. A manifestação pede que algo seja feito.  Dom Leonardo falou sobre o caso.

    “O Estado precisa se responsabilizar contra essas mortes. Fomos informados das dificuldades, as torturas, a violência e nós queremos partilhar isso com a sociedade, para que nós possamos encaminhar isso de maneira justa. É tarefa do estado, é tarefa do governo, dar segurança às populações indígenas, mas também às populações ribeirinhas”, destacou o arcebispo.

    Caso da criança de 10 anos que ficou grávida após abuso

    Questionado pela imprensa sobre a situação da menina de 10 anos que era abusada pelo tio desde os seis anos no Espírito Santo, Dom Leonardo Stein explicou sobre o posicionamento da arquidiocese.

    “A igreja nunca concorda com a violência e muito menos com o abuso sexual de crianças. Lamentamos o ocorrido com essa menina que vinha sendo abusada e sofrendo desde os seis anos de idade. E temos feito um trabalho de conscientização. Quanto o aborto, a igreja sempre se posicionou contra. Uma outra questão é analisar o caso concreto de uma menina de 10 anos qual a possibilidade que ela tem de gerar uma criança, é preciso reunir com autoridades e verificar a posição religiosa que a família da menina segue”, declarou Dom Leonardo. 

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