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    Dia da Árvore


    Amazonas é o terceiro Estado mais desmatado do Brasil

    Data relembra a importância de preservar a floresta Amazônica que ainda tem espécies não catalogadas

    Segundo a engenheira ambiental, as árvores mais majestosas, que representam o Amazonas, são a seringueira, castanheira, samaúma, angelim, tanibuca, entre outras | Foto: Arquivo/Agência Brasil

    Segundo a engenheira ambiental, as árvores mais majestosas, que representam o Amazonas, são a seringueira, castanheira, samaúma, angelim, tanibuca, entre outras
    Segundo a engenheira ambiental, as árvores mais majestosas, que representam o Amazonas, são a seringueira, castanheira, samaúma, angelim, tanibuca, entre outras | Foto: Arquivo/Agência Brasil

    Manaus –  Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio de seus programas de monitoramento, como o Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) e o sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real (Deter), o desmatamento na Amazônia aumentou 34% no período de agosto de 2019 a julho de 2020, em relação ao período anterior. O tamanho total desse desmatamento equivale a 1 milhão e cem mil campos de futebol. Ainda segundo o Inpe, o Amazonas é o terceiro Estado mais desmatado do Brasil, perdendo apenas para o Mato Grosso e Pará.

    De acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), só em agosto deste ano, foram desmatados 1.499 km² da área de floresta. Já nos oito primeiros meses do ano, foram desmatados 5.190 km², representando 23% a mais do que o ano passado. Existe uma divergência esperada nos dados dos satélites, apesar disso, é notável o crescimento do desmatamento.

    Diante disso, segundo a engenheira florestal, Conceição Vargas, o Dia da Árvore, comemorado no dia 21 de setembro, existe para conscientizar às pessoas sobre a preservação ambiental. “As comemorações são relevantes para analisar o impacto dessas mudanças e para que as pessoas reacendam, de alguma forma, a importância da conservação das árvores”, explica.

    De janeiro a agosto deste ano, 5.190 km² foram desmatados, segundo o Imazon
    De janeiro a agosto deste ano, 5.190 km² foram desmatados, segundo o Imazon | Foto: Agência Brasil

    Projetos em Manaus

    Segundo a assessoria da Prefeitura de Manaus, o paisagismo é uma das cinco áreas finalísticas da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). Com o projeto Arboriza Manaus, com ações planejadas de plantio de novas árvores, manutenção e equipes de campo diariamente nas ruas são realizadas. Já o projeto Ornamenta Manaus, mais de 260 mil mudas foram plantadas na cidade, sendo 40 mil novas árvores e 220 mil mudas ornamentais em canteiros centrais, praças, áreas verdes e margens de igarapés.

    Além desses projetos, antes da pandemia, a doação de mudas acontecia em um viveiro municipal, que desenvolve uma produção intensa e efetiva de mudas de espécies frutíferas, ornamentais, medicinais e as espécies florestais. O viveiro fica localizado na sede do Instituto Federal do Amazonas (IFAM), no bairro Zumbi, zona Leste de Manaus.  Atualmente, em virtude da pandemia, a distribuição de mudas está suspensa.

    Preservação na prática

    | Foto: Cássio Vasconcellos/ Agência Brasil

    A engenheira florestal e também responsável pelo viveiro da Semmas, Conceição Vargas, diz que antes de uma pessoa preservar é preciso se conscientizar da responsabilidade que cada um tem. “Eu não uso muito essa palavra preservar, pois parece que devemos deixar somente para contemplação, prefiro usar a palavra conservar que diz que você pode usar, mas tem que manter. Uma minoria tem a consciência de que deve manter a floresta para as futuras gerações, a maioria, às vezes, até diz que sim, porém, na prática, é totalmente diferente”, pondera.

    Sobre esse processo de mudar a mente, ela considera o caminho da educação e do conhecimento os melhores recursos. “Eu sei que a forma de pensar de uma pessoa não muda assim tão fácil. Mas eu tenho a certeza que a educação liberta. As pessoas que receberem e se apropriarem da educação ambiental podem ter esse modo de pensar transformado”, ressalta Conceição.

    Dicas para o dia a dia

    A engenheira florestal dá algumas dicas para fazer a sua parte na prática. Listamos essas orientações para você!

    - Separar os resíduos dos secos dos molhados

    - Levar os recicláveis até uma cooperativa de catadores

    - Fazer compostagem com os resíduos orgânicos

    - Diminuir o uso de produtos que contenham poluentes, se responsabilizando pelos seus resíduos gerados


    Aprenda a fazer uma composteira em casa para aproveitar os benefícios do lixo orgânico: 


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