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    Homenagem


    Professores mortos com Covid-19 são lembrados em ato na Ponta Negra

    Com cruzes fixadas no gramado, o grupo relembrou os colegas mortos com covid-19

    | Foto: Daniel Landazuri

    Manaus - Nada a comemorar. No dia dos professores, celebrado nesta quinta-feira (15), um grupo de profissionais realizou um ato público no Complexo Turístico da Ponta Negra, em Manaus.

    Com cruzes fixadas no gramado, o grupo chamou atenção das autoridades por conta do retorno das aulas presenciais em meio à pandemia do novo coronavírus. Docentes que foram vítimas da doença também foram homenageados.

    “Temos aproximadamente 50 cruzes fincadas no chão, elas simbolizam as mortes que tiveram na categoria por todo o país. Algumas com fotos de amigos e companheiros de trabalho que faleceram devido ao Covid-19. Há mais de uma década que não temos nada a comemorar, mas em 2020 a situação é mais grave por conta das perdas”, lamentou o professor Lambert Melo, representante do Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas de Manaus (Asprom-Sindical).

    | Foto: Daniel Landazuri

    O sindicato estima que desde começo da pandemia, em março, mais de quatro mil professores foram contaminados com vírus. Além de 30 mortes dentro da categoria, sendo que cinco óbitos aconteceram após o início das aulas, no dia 10 de agosto. 

    “Até semana passada eram três mil e quinhentos profissionais da rede estadual infectados aqui na capital, conforme a Função de Vigilância em Saúde. Mas há quase uma semana os resultados dos testes não foram mais divulgados e acreditamos que o número já ultrapassou os quatro mil”, disse Lambert. 

    Greve 

    Durante o ato, o representante da Asprom-Sindical reforçou que a greve da categoria continua por tempo indeterminado.

    | Foto: Daniel Landazuri

    “Exigem uma quantidade pequena de professores indo para escolas, porque muitos estão afastados para cumprir a quarentena, são profissionais com comorbidades e outros estão aderindo à greve”, contou. 

    Nesta sexta (16), o Asprom-Sindical deve fazer uma avaliação da paralisação durante uma assembleia, que deve acontecer na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, na Zona Sul da capital.

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