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    Transporte coletivo


    Greve geral: rodoviários dão prazo de 24h para empresários de Manaus

    O Sindicato dos Rodoviários exigiu que os pagamentos dos profissionais da categoria sejam realizados até às 14h desta quarta-feira (16), caso contrário, uma greve geral deve ser convocada

    Um ato, chamado de "paralisação de alerta", foi realizado durante as negociações desta terça-feira
    Um ato, chamado de "paralisação de alerta", foi realizado durante as negociações desta terça-feira | Foto: Divulgação

    Manaus - Com os salários atrasados desde o dia 7 de dezembro, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (STTRM) exigiu que os pagamentos dos profissionais da categoria sejam realizados até às 14h desta quarta-feira (16), caso contrário, uma greve geral deve ser convocada pela classe. A reivindicação ocorreu após uma reunião entre representantes dos trabalhadores do sistema coletivo e empresários, realizada na manhã desta terça-feira (15), e que terminou sem acordo. 

    Durante as negociações, que acontecerem na sede do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), os rodoviários realizaram um ato, chamado de "paralisação de alerta", e por aproximadamente uma hora e meia interromperam os serviços em alguns pontos da capital. As suspensões das atividades tiveram início às 9h e se estendeu até às 10h30. 

    Segundo o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram), mais de 46 linhas de transporte coletivos foram afetadas. A entidade não divulgou nenhuma estimativa a respeito do prejuízo causado pela paralisação, nem da quantidade de usuários afetados.

    "Hoje (terça) já é dia 15 e não há nenhuma posição sobre o pagamento do salário, por conta disso, os trabalhadores decidiram protestar com as paralisações em vários finais de linha. Se até amanhã (quarta), às 14h, não for depositado o pagamento, não descartamos uma paralisação geral", declarou o presidente em exercício do STTRM, Josenildo Mossoró. 

    Paralisação ocorreu em algumas garagens
    Paralisação ocorreu em algumas garagens | Foto: divulgação

    Sem respostas 

    Até a publicação desta matéria, o Sinetram não se posicionou a respeito da exigência ou prazo para realizar o pagamento do salário dos rodoviários. 

    O portal EM TEMPO conversou com alguns profissionais, que por medo de serem demitidos pediram anonimato, eles explicaram que os salários do mês de dezembro, referente às atividades de novembro, deveriam ter caído na conta dos funcionários no último dia 7. No entanto, até o momento, os funcionários não haviam recebido sequer um posicionamento dos empresários a respeito dos atrasos.

    Tensão entre empresários e a classe trabalhadora já dura semanas

    Antes do atraso dos salários de novembro virar motivo de conflito entre as duas entidades, as últimas semanas foram marcadas por reuniões e constantes ameaças de greve devido ao não pagamento do 13º salário, que também está incerto para os rodoviários.

    Também foram discutidos o fim da função de cobrador, mas os representantes das duas categorias ainda não chegaram em um consenso.

    O nível de tensão e as ameaças constantes de greve dos motoristas e cobradores fizeram o Sinetram acionar o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região, que concedeu uma liminar determinando uma operação mínima de 85% da frota, em caso de greve.

    O desembargador José Dantas entendeu que esse momento, na qual o país inteiro passa por uma pandemia, impede maiores restrições ao serviço. 

    Prefeitura intermedia as negociações entre as categorias

    A Prefeitura de Manaus ressalta que repassou às empresas de ônibus o pagamento equivalente à gratuidade no transporte coletivo nos dois turnos das eleições municipais. Além disso, está mantendo o pagamento de subsídio ao sistema. 

    A gestão municipal acredita que, com diálogo, a questão será resolvida, sem prejuízos à população. 

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