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    Combate


    Carreata encerra Semana de Combate ao Aedes em Manaus

    A execução do trabalho aconteceu com o apoio das equipes de Educação em Saúde, que também realizam ações desde terça-feira (16), nas quatro zonas de Manaus

    A carreata saiu da sede da FVS/AM, na Zona Norte
    A carreata saiu da sede da FVS/AM, na Zona Norte | Foto: Divulgação/Semsa

    Manaus - Uma carreata informativa percorreu as ruas de Manaus, nesta sexta-feira, 18/12, para encerrar a Semana de Combate ao Aedes aegypti. A programação foi organizada pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), em parceria com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS/AM), com o objetivo de alertar a população sobre os riscos das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e as medidas para a eliminação dos criadouros do mosquito, com foco no slogan “Combater o mosquito é com você, comigo, com todo mundo”.

     “Este ano, a pandemia da Covid-19 exigiu que os profissionais de saúde planejassem estratégias diferentes para a programação da Semana de Combate ao Aedes, assim como de outras ações de Educação em Saúde, de forma a evitar aglomerações. E durante a semana foram realizadas atividades em ambientes abertos e vias públicas, finalizando com uma carreata, alertando as pessoas para que todos possam contribuir eliminando os criadouros dentro das residências e nos locais de trabalho, o que vai evitar a transmissão da zika, dengue e chikungunya”, explicou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi. 

    A carreata saiu da sede da FVS/AM, na zona Norte, seguindo por ruas próximas ao minishopping Compensa, zona Oeste, para a rotatória do conjunto Eldorado, na zona Centro-Sul, seguindo para a feira do Coroado, na zona Leste e encerrando na zona Norte, próximo à rotatória do conjunto Francisca Mendes, na Cidade Nova. 

    Conforme a técnica da gerência de Promoção da Saúde da Semsa, Gabriela Santos, a execução do trabalho aconteceu com o apoio das equipes de Educação em Saúde, que também realizam ações desde terça-feira (16), nas quatro zonas de Manaus. 

    “A intenção foi chamar a atenção das pessoas, com bandeiraço, expondo faixas e banners, para sensibilizar a população, mostrando que não é possível fazer prevenção sem o envolvimento de todos”, afirmou Gabriela. 

    Casos 

    O município de Manaus registrou entre janeiro e 3 de dezembro deste ano um total de 820 casos confirmados de zika, dengue e chikungunya, sendo que em 2019 o número total de casos confirmados foi de 368. Em relação à dengue, este ano houve o registro de 769 casos confirmados da doença, enquanto que ao longo de 2019 foram 271 registros. 

    O chefe do Núcleo de Controle da Dengue da Semsa, Alciles Comape, explicou que o aumento de casos este ano pode ser relacionado, entre outros fatores, às dificuldades enfrentadas por causa da pandemia da Covid-19. 

    Segundo Alciles, em uma cidade como Manaus, com mais de dois milhões de habitantes, é difícil manter a redução de casos de dengue ano a ano, mas a pandemia gerou alguns entraves na execução dos serviços de prevenção e controle do Aedes, exigindo uma readaptação do processo de trabalho. 

    “Com a pandemia, foi necessário o afastamento ou remanejamento de alguns profissionais experientes que atuavam diretamente no combate ao Aedes e nas ações de Educação em Saúde, tanto por apresentarem fatores de risco para a Covid-19, como comorbidades e idade mais avançada, quanto pelo próprio adoecimento pelo novo coronavírus. Além disso, para evitar risco de transmissão da Covid-19 entre a população, as equipes não podiam entrar nos domicílios, para realizar as vistorias de rotina, apenas realizando ações nas áreas externas”, observou Alciles. 

    Desde o mês de setembro, informou Alciles, o número de casos tem apresentado estabilidade, mas Manaus ainda vive o período sazonal para dengue, e por isso a população deve ter atenção redobrada. “No período sazonal para a doença, por causa das chuvas mais intensas, a tendência é um novo aumento de casos. A população deve fazer o trabalho em casa e evitar qualquer tipo de depósito que possa acumular água, mantendo os depósitos tampados ou cobertos adequadamente e vistoriar sempre os banheiros desativados, o pátio, jardim, embaixo das pias e qualquer outro local ou objeto que acumule água”, alertou. 

    Em relação à zika, os casos confirmados este ano chegaram a 47, em uma redução de 11,3% em comparação com o total registrado no ano passado. Já nos casos confirmados de chikungunya, houve o registro em Manaus de quatro casos este ano, mostrando uma redução de 90,9% em relação a 2019, quando houve um total de 44 confirmações da doença.


    *Com informações da assessoria

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