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    Pandemia


    Câmaras frigoríficas são instaladas nos hospitais de Manaus

    As estruturas oferecem suporte aos hospitais no acondicionamento de corpos de pacientes que falecerem vítimas da Covid-19

     

     objetivo é agilizar os procedimentos e facilitar os trâmites funerais para as famílias
    objetivo é agilizar os procedimentos e facilitar os trâmites funerais para as famílias | Foto: Lucas Silva/Secom

    Manaus - A primeira câmara frigorífica foi instalada no Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, na manhã desta quinta-feira (31). A ação faz parte de um pacote de estratégias que reforçam a estrutura de atendimento no pós-óbito dos prontos-socorros da rede estadual.

    Entre as medidas está a instalação de câmaras mortuárias nos necrotérios dos prontos-socorros da capital. Também está prevista, para os próximos dias, a instalação das câmaras frias nos HPSs João Lúcio e Platão Araújo.

    Enquanto as estruturas, que serão permanentes, estão sendo instaladas, o Governo do Amazonas vai colocar, preventivamente, estruturas temporárias para dar suporte aos hospitais no acondicionamento de corpos de pacientes que falecerem vítimas da Covid-19. 

    A instalação da câmara fria, assim como a implantação de câmaras mortuárias permanentes, faz parte de um conjunto de medidas que estão sendo implementadas pelo Estado para melhorar o atendimento no pós-óbito nos hospitais, incluindo acolhimento e orientação às famílias de forma digna e humanizada.

    O secretário de Estado de Saúde, Marcellus Campêlo, afirma que a instalação da estrutura temporária está prevista na quarta fase do Plano de Contingência para o Recrudescimento da Covid-19 e está relacionada à tendência de aumento do número de óbitos por Covid-19.

    Ao mesmo tempo, o Estado trabalha para estruturar os necrotérios de forma permanente. Segundo ele, as câmaras mortuárias serão o legado para atender às necessidades dos hospitais, em relação à segurança biológica no manejo pós-óbito, para além da pandemia. Mas enquanto não ficam prontas, serão usadas estruturas de contêiner, adaptados com prateleiras.

    “Os órgãos de vigilância em saúde recomendam a segregação de corpos de pessoas que faleceram por Covid-19 das demais causas. Com isso, toda a parte de preparo, guarda e liberação de corpos está sendo revista para reestruturar o fluxo desse serviço de forma permanente e ordenada. Mas enquanto não fica pronto, vamos utilizar o container”, disse.

    Estrutura permanente 

    No HPS 28 de Agosto, onde o necrotério já possui câmara mortuária, serão instaladas prateleiras para aumentar a capacidade do morgue. Nos outros dois HPSs, que não possuem câmara, a equipe de engenharia estuda a melhor forma para a implantação da estrutura permanente, seguindo o padrão definido na programação arquitetônica de unidades funcionais de saúde, do Ministério da Saúde/Anvisa (SomaSUS), a fim de proporcionar condições de guarda, conservação, velório e retirada de corpos.

    Força-tarefa 

    Nesta terça-feira (29), teve início o plantão de atendimento psicossocial nas unidades de saúde, com acompanhamento integral às famílias das pessoas internadas por Covid-19. Psicólogos e assistentes sociais fazem o acompanhamento das famílias, desde a comunicação do óbito até os trâmites funerais.

    A força-tarefa é integrada por profissionais da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), Secretaria de Estado de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Sejusc), Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS), em parceria com o Município, por meio do serviço SOS Funeral e Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos (Semulsp) e com as empresas funerárias. Também participam a Casa Civil e Casa Militar do Governo do Amazonas.

    O objetivo é agilizar os procedimentos e facilitar os trâmites funerais para as famílias. “Também estamos revisando os protocolos, aperfeiçoando o processo de identificação de corpos, a comunicação e a orientação às famílias, tanto em relação às informações do paciente internado quanto no pós-óbito”, garante Marcellus.

    O grupo também atua na condução e orientação acerca do manejo adequado, identificação de corpos e demais procedimentos relacionados ao óbito por Covid-19 dentro e fora das unidades de Saúde.

    *Com informações da assessoria

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