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    Superação


    Amazonenses tratados em outros estados aos poucos voltam a normalidade

    Das 503 pessoas transferidas para outros estados, 424 tiveram contato com o vírus da Covid-19. 153 já voltaram para casa. Amazonenses relatam a sensação do retorno após a cura da Covid-19

    Manaus (AM) - Em meio a um turbilhão de informações negativas causadas pela pandemia de Covid-19 no Amazonas, há também notícias boas. Já se encontram em Manaus 153 pessoas recuperadas das doenças causadas pelo novo coronavírus e aos poucos, voltam às suas atividades habituais em suas cidades.

    Desde que a segunda onda da Covid-19 atingiu o Amazonas, 503 pessoas foram enviadas para outros estados para tratar da doença. 424 deles eram pessoas que tiveram contato com o vírus, a maioria deles em estado leve ou médio. Diversos foram os estados que acolheram os amazonenses neste período, até a segunda-feira (1), último dado disponibilizado pela Secretaria do Estado de Saúde (SES-AM), 389 são de Manaus e 35 dos demais municípios do estado. Os outros oito pacientes das 503 pessoas enviadas pelo governo, são oncológicos.

    Entre os amazonenses que contam histórias de superação está o fotógrafo Israel Serrão. Enviado para Maceió (AL), junto com mais 14 pessoas, Israel disse que a viagem foi adequada. “Dei entrada no Hospital Danilo Corrêa no domingo (17) com muita falta de ar e tosse seca. Na quarta (20), viajaram eu e mais 14 pessoas em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com destino a Maceió. No avião havia cinco cilindros. Eu precisei utilizar um, pois minha saturação estava entre 82 e 86”, lembra ele.

     

    Recuperado da Covid-19, Israel Serrão chora ao receber alta médica
    Recuperado da Covid-19, Israel Serrão chora ao receber alta médica | Foto: Arquivo pessoal

    Um dos primeiros pacientes enviados para outro estado, Agenor Navegantes Júnior, de 37 anos, foi transferido para Teresina (PI) junto com outras 12 pessoas. “Lembro que uma das pessoas desistiu. Naquele momento eu já tinha tido duas paradas cardíacas e minha saturação estava entre 66 e 70. Eu tinha que ir”, lembra.

    E quanto a hospitalidade, o paciente foi surpreendido. “Parecia que eu estava em outro país. A atenção dos profissionais da saúde foi incrível. Separaram uma ala do hospital universitário da cidade só para os amazonenses. No quarto ficava somente eu e mais uma pessoa".

     

    Agenor (terceiro da esquerda pra direita) comemora com os conterrâneos a alta médica
    Agenor (terceiro da esquerda pra direita) comemora com os conterrâneos a alta médica | Foto: Arquivo pessoal

    Outros pacientes seguem na luta

    Internado no Hospital de Brasília, Mauro da Cruz Fonseca, de 53 anos, continua internado na UTI, agora com a ajuda de menos aparelhos. “Meu pai está somente no cilindro de oxigênio”, falou o filho Elson Neto para o EM TEMPO. “Acredito que agora o desafio maior é manter ele longe das redes sociais, pois ele perdeu muitos amigos e familiares enquanto esteve hospitalizado, inclusive sua esposa faleceu aqui em Manaus da Covid-19”.

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