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    MISS MANICORÉ


    Réu confesso no caso Miss Manicoré, Rafael dispensa defesa particular

    Karen Kimberly Mota foi brutalmente assassinada em maio de 2020, vítima de feminicídio. Rafael alegou ter realizado o ato por ciúmes e agora dispensa advogado para ter um defensor público

    | Foto: Reprodução

    Manaus - A pouco mais de 20 dias para uma audiência,  o analista judiciário Rafael Fernandez Rodrigues dispensou seu advogado particular Luan Araújo, no caso Miss Manicoré. O objetivo do réu confesso é ser atendido por um defensor público. O comunicado foi feito por uma carta escrita à mão e assinada por Rafael. 

    "Eu, Rafael Fernandez Rodrigues, estou ciente que o advogado está renunciando ao mandato que lhe foi outorgado, e, a partir desta data, requeiro a imediata assistência da Defensoria Pública do Estado do Amazonas, sendo a decisão de comum acordo", diz o réu, no documento juntado aos autos do processo.

     

    Carta escrita por Rafael e anexada ao processo
    Carta escrita por Rafael e anexada ao processo | Foto: Divulgação

    O analista judiciário é acusado de assassinar Karen Kimberly Mota em crime de feminicídio. Segundo o próprio, após uma crise de ciúmes motivada por mensagens no celular da vítima, ele "perdeu o controle" e a assassinou com facadas no pescoço e abdômen. O corpo foi encontrado no dia 12 de maio de 2020, em um condomínio no Centro de Manaus.

    Audiência adiada

    Estava prevista para ocorrer audiência on-line no dia 5 de março deste ano, onde Rafael e uma testemunha seriam ouvidos. No entanto, por conta da dispensa de advogado particular, o juiz Anésio Rocha Pinheiro remarcou o encontro para 19 de março, às 9h.

    "Diante da renúncia ao mandato outorgado aos causídicos, e a nomeação da Defensoria Pública neste ato, resta prejudicada a realização da Audiência para a data aprazada (05/03/2021), considerando o interstício necessário para intimação eletrônica, nos termos do Art.5º, §3º da Lei n.º11.419/2006, o que poderia eventualmente inquinar o ato de nulidade, aliado a necessidade de conhecimento prévio dos autos pela Defesa técnica, como medida de garantia da Ampla Defesa", escreveu o magistrado, na decisão de adiamento.

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