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    Mulheres


    Transporte por App e táxis são mais seguros para mulher, diz pesquisa

    Ônibus e metrô são os meios de locomoção onde há maior risco de assédio de acordo com a pesquisa

     

    Na contramão do medo, o levantamento revela que carros por aplicativo e táxis foram considerados mais seguros, com 16% e 6% dos registros.
    Na contramão do medo, o levantamento revela que carros por aplicativo e táxis foram considerados mais seguros, com 16% e 6% dos registros. | Foto: Reprodução

    Manaus (AM) - Corridas por aplicativo e táxi são os mais seguros para as mulheres, de acordo com pesquisa realizada pela 99 para o mês da mulher. Feito com usuárias do aplicativos de transporte, o estudo também revela que lugares públicos (47%) e transportes (40%) são os mais temidos por elas.

    Além disso, a amostra indica que 64% das entrevistadas afirmam ter sofrido assédio no cotidiano, em uma média de três vezes na vida para cada uma delas.  

    Ônibus e metrô têm mais contas de assédio

    A empresa fez a consulta com o objetivo de entender o que mais preocupa as mulheres em seu dia a dia, e como pode haverr mais segurança às motoristas e passageiras durante a locomoção diária.  A pesquisa descobriu que, entre os meios de transporte, ônibus e metrô aparecem como campeões de casos, 76% e 25%, respectivamente.

    Nesse contexto, as situações que mais geram receio de assédio são: locomoção à noite (75%), passar por regiões violentas (66%), ambientes lotados (61%), locais desconhecidos (60%) e esperar ônibus no ponto (51%).  

    Na contramão do medo, o levantamento revela que carros por aplicativo e táxis foram considerados mais seguros, com 16% e 6% dos registros.

    A categoria por apps oferece mais controle sobre o tempo de espera, possibilidade de alterar o trajeto e suporte emergencial 24 horas, o que ameniza as principais preocupações apontadas pelas passageiras.  

    Os comportamentos que mais importunam mulheres em aplicativos são olhares insistentes (39%), perguntas sobre vida pessoal (34%) e relacionamentos (26%), assobios (15%), além de comentários sobre a aparência delas (14%).

    Das mulheres que foram alvo de assédio em corridas, 82% relatou a situação à empresa, mas somente 17% procurou a polícia e 5,9% não teve coragem de denunciar.  “A pesquisa foi feita para a 99 entender receios e problemas femininos, e com isso aprimorar tecnologias de segurança e campanhas de conscientização como a do Guia da Comunidade”, diz Pâmela Vaiano, Diretora de Comunicação da 99. 

    Guia da Comunidade e tecnologia contra assédios 

    Para conscientizar e coibir casos de assédio na plataforma, o app lançou em dezembro o Guia da Comunidade 99 para promover respeito e tolerância aos seus 20 milhões de usuários. A iniciativa foi feita junto ao Instituto Ethos, referência na atuação em responsabilidade social empresarial no país. 

    O documento traz um capítulo dedicado ao combate ao assédio. O material contém os comportamentos esperados, dá dicas específicas sobre o que fazer e o que não fazer, além de quais são as medidas aplicadas pela companhia em caso de ocorrência, como bloqueio imediato do agressor e apoio às autoridades.

    Atendimento Humanizado

    Além disso, explica como denunciar e quais são os canais que fornecem atendimento humanizado às vítimas nesses casos. 

    O material foi balizado em entrevistas e consultas específicas com motoristas e passageiras mulheres, além de contar com avaliação e apoio de especialistas. Além de programas de prevenção e conscientização, a 99 também conta com ferramentas tecnológicas focadas especialmente na segurança feminina. A pesquisa mostrou que 40% das mulheres já utilizaram algum recurso de segurança da empresa.

    Sobre a pesquisa 

    A pesquisa foi realizada com 1056 pessoas, usuários de aplicativo em todo o país (da 99 e de outras plataformas), entre os dias 19 e 22 de fevereiro.

    *Em Tempo com informações da assessoria

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