Fonte: OpenWeather

    Alerta


    Mais de 70 mil pessoas ainda não tomaram a 2ª dose no AM

    511.923 pessoas já tomaram a primeira dose, algumas delas ainda estão no prazo para a segunda, mas segundo Ministério da Saúde 70 mil delas já perderam a data prevista para a aplicação da segunda

    MANAUS - Dados apresentados pelo Ministério da Saúde na terça-feira (13) apontam que, até a data da reunião,  69.932 pessoas no Amazonas ainda não tomaram a segunda dose das vacinas CoronaVac, fabricada pelo Instituto Butantan e AstraZeneca, produzida no Brasil em parceria com a Universidade de Oxford e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    Desde que a vacinação começou no Amazonas, no dia 18 de janeiro de 2021, a CoronaVac tem sido a principal vacina utilizada na luta contra a covid-19.  O planejamento vacinal completo é composto por duas doses. Conforme os estudos clínicos e a indicação na bula, o intervalo entre a primeira e a segunda deve ser de 14 a 28 dias para aplicação da segunda dose. Após a aplicação da primeira dose, as prefeituras, que estão responsáveis pela aplicação das vacinas, informaram ao EM TEMPO que a pessoa vacinada está sendo informada, no local, sobre a data de retorno.

    Apesar do número divulgado pelo Ministério da Saúde apontar que quase 70 mil pessoas não tomaram a segunda dose, a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) do Amazonas informou, por meio de nota, ressaltando também que os dados estão presentes em uma plataforma on-line intitulada “vacinômetro – covid-19”, que um total de 511.923 pessoas recebeu a primeira dose no estado até esta quinta-feira (15) e apenas 178.365 tomou segunda.

    O relatório destaca também que mais de 1,5 milhão de pessoas deixou de tomar a segunda dose das vacinas contra a Covid-19 em todo o país. Para a maioria dos pesquisadores, a ausência pode ter relação com eventuais dúvidas suscitadas em relação ao intervalo entre as doses dos diferentes imunizantes administrados no país.

    O EM TEMPO apurou também que em alguns casos as pessoas não estão indo tomar a segunda dose por “medo”. Maria Helena levou a sua mãe de 63 para se vacinar em março deste ano na capital amazonense. Segundo ela, no mesmo dia a idosa passou muito mal, horas depois de tomar a vacina. “Em menos de 24 horas a minha mãe teve febre e ficou muito mal. Ela deveria ter tomado a segunda dose agora no início de abril, mas ela não quer”, conta a filha.

    Apesar da preocupação de algumas pessoas, o médico infectologista Antônio Magela, diz que reações como febre, dores de cabeça, dentre outras, ocorrem em uma pequena parcela de pessoas vacinadas. “Não é a pessoa vacinada da covid-19 que traz essa reação, é qualquer vacina que pode trazer essas reações. Mas isso ocorre com menos de 1% das pessoas vacinadas. Essas reações são respostas anômalas que podem acontecer. Tem gente que diz que tomou a vacina e dias depois adquiriu a doença, mas não é bem assim, porque para causar a doença a vacina teria que ter o vírus ativo. E não é o caso”.

    De acordo com especialistas, a segunda dose é essencial não apenas para proteção individual. Quanto mais pessoas estiverem imunizadas, maior é a barreira criada em uma comunidade inteira, diminuindo assim as possibilidades de alguém se infectar.  

    Segundo o Ministério da Saúde, mesmo aquelas pessoas que perderam o prazo estabelecido no cartão de vacinação para o reforço da vacina Covid-19 devem procurar uma unidade de saúde para a segunda dose.

    Leia mais

    'Imunidade de rebanho' reacende debate em segunda onda da Covid no AM

    Terceira onda no AM pode ocorrer em maio, afirmam cientistas

    Dia do Infectologista: atuação ganha destaque na luta contra a Covid

    Comentários