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    Enchente


    Prefeito deve decretar estado de emergência por conta da cheia

    O prefeito destacou que o apoio federal é necessário para custear kits de ajuda humanitária

    A reunião aconteceu no Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) | Foto: Divulgação

    MANAUS - A cheia do Rio Negro deixou ruas alagadas em várias regiões de Manaus, inclusive no centro histórico. E a previsão é que o nível do rio, neste ano, passe dos trinta metros.

    Cumprindo agenda agenda em Brasília (DF), o prefeito de Manaus David Almeida informou que irá decretar estado de emergência na capital amazonense nesta quarta-feira (05), por conta de uma possível cheia histórica. Em reunião nesta terça-feira (04) com o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, foi garantido apoio federal ao município, para atender as 8.474 mil famílias afetadas pela subida das águas do rio Negro.

    O prefeito destacou que o apoio federal é necessário para custear kits de ajuda humanitária, contendo itens alimentícios, de higiene, de limpeza e de dormitório, voltados às famílias vitimadas, além de ações de descontaminação de áreas públicas durante o período emergencial.

    “Já estamos enfrentando a pior enchente da história e ainda temos mais de 40 dias de cheia pela frente. Aquilo que a Defesa Civil Nacional disponibilizar será uma ajuda substancial à cidade devido à enchente e aos impactos da pandemia da Covid-19. O que não for possível, a prefeitura arcará com todas as despesas”, afirmou o prefeito David Almeida.

    O secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Alves, garantiu que o governo federal dará apoio ao município. “Vamos liberar recursos. A ordem do presidente Jair Bolsonaro e do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, é ajudar. Manaus pode contar com o governo federal e com a Secretaria Nacional de Defesa Civil”, declarou.

    A reunião aconteceu no Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), na Esplanada dos Ministérios, e contou com a presença do secretário-chefe da Casa Civil de Manaus, Tadeu de Souza, e do secretário municipal de Educação, Pauderney Avelino.

    De acordo com o 3º Alerta do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o nível máximo previsto para o rio Negro em 2021 é de 30 metros, com pico previsto para o mês de junho. A capital amazonense já se aproxima deste limite, e a população mais afetada reside, atualmente, em áreas de igarapés, em zonas ribeirinhas urbanas e rurais, além do centro histórico e da área portuária. Conforme a medição feita na manhã desta terça-feira, o nível do rio está em 29,23 metros.

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    *Com informações da assessoria

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