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    CHEIA


    Rio Negro continua subindo e atinge marca de 29,99 metros em Manaus

    A cheia já é a maior em 119 anos. Segundo estimativas do CPRM, o Rio Negro deve subir até cerca de 30,5 metros

     

    | Foto: Divulgação

    Manaus - A cheia do Rio Negro atingiu 29,99 metros, nesta sexta-feira (4), segundo a Defesa Civil Municipal. O registro é mais um a quebrar recordes. A atual cheia  já é a maior em 119 anos. Segundo estimativas do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o Rio Negro deve subir até a marca de 30,5 metros.

      Em Manaus, mais de 9 mil metros de pontes foram construídos para o tráfego de pessoas nas áreas mais afetadas pela enchente. Áreas do Centro Histórico da cidade, como a Praça do Relógio e a Alfândega estão completamente alagadas. Outros bairros afetados são Educandos, Raiz, São Jorge, Glória, Tarumã, Santo Antônio, Betânia, Aparecida, Cachoeirinha e Mauazinho.  

    Os efeitos da cheia podem ser percebidos no interior. De acordo com a Defesa Civil do Estado, 455.576 pessoas já são afetadas pela subida do Rio Negro, em 58 dos 62 municípios do Amazonas. O Instituto do Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do Estado do Amazonas (Idam) afirma que já houve prejuízos de mais de R$ 189 milhões na produção agrícola de 16.639 famílias.  

    O governo do Estado anunciou que o cartão Auxílio Enchente, de R$ 300, deve auxiliar mais de 100 mil famílias. Além disso, a Prefeitura anunciou que o governo repassará cerca de R$ 80 milhões para auxiliar a capital a enfrentar os efeitos da cheia. A quantia deve ser usada em projetos que ainda serão anunciados.

    Chuvas

    De acordo com o meteorologista do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Renato Sena, um dos fatores que contribuíram para a cheia recorde dos rios no Amazonas foram as fortes chuvas nas bacias dos rios que colaboram, especialmente, para a cheia do rio Negro em Manaus.

    Ainda segundo o meteorologista, o fenômeno La Niña perdeu forças no último mês,  o que resfria os oceanos e faz com que a zona de formação de nuvens seja empurrada para áreas mais ao norte da região, onde se concentra o fluxo de umidade.

    "Com o encerramento do La Niña e o Atlântico entrando em uma condição de normalidade, esperamos que as chuvas reduzam na bacia do Solimões, na bacia do Rio Negro. A bacia do Solimões é importante nesse processo de cheia do Rio Negro e a tendência é que nos próximos dias a chuva tenha uma baixa, comparada a anos anteriores na mesma época do ano, disse Renato Sena, meteorologista do Sipam.

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