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    Abandono


    Aeroporto de Manaus tem 'cemitério de aviões' com 11 aeronaves

    Segundo a Infraero, algumas aeronaves estão no aeroporto há pelo menos 17 anos. Empresas falidas, certificado de aeronavegabilidade cancelado e até acidentes são alguns dos motivos para os aviões estarem estacionados por tanto tempo

     

    Aeroporto de Manaus tem área reservada para aviões abandonados
    Aeroporto de Manaus tem área reservada para aviões abandonados | Foto: Brayan Riker

    MANAUS - Em países como Inglaterra, Estados Unidos, Austrália e Espanha, existem estruturas conhecidas como "cemitérios de aviões". Ali, os mais diversos tipos de aeronave aguardam uma destinação final, como voltar a operar com um novo dono ou o desmanche. O Brasil não tem nenhum cemitério de aviões, mas há diversos locais onde é possível encontrar aeronaves abandonadas.

    O Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, passou a ser um ponto de abandono de aeronaves. Segundo a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que administra o aeroporto, alguns desses meios de transporte estão estacionados no aeroporto, sem utilização há pelo menos 17 anos. Ainda segundo a empresa, as aeronaves mencionadas fazem parte de processos judiciais e que para serem liberadas e movimentadas deve haver autorização da justiça. 

    Quem olha para a pista tanto de dentro do aeroporto, quanto na área externa, consegue ver as aeronaves abandonadas e com as marcas do tempo. De acordo com a Infraero, 11 aeronaves estão abandonadas atualmente no aeroporto de Manaus. Os aviões que estão abandonados são dos modelos Boeing 707-300 e 737-200, Cessna 210, DC-8 F, Learjet 35, Citation-J2 e ATR-42.

     

    Aviões grandes e pequenos podem ser vistos de fora do aeroporto
    Aviões grandes e pequenos podem ser vistos de fora do aeroporto | Foto: Brayan Riker

    Em consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), sete empresas de aviação são responsáveis pelos aviões. Foi verificado que algumas das empresas faliram e outras tiveram o certificado de aeronavegabilidade cancelado. A Infraero confirmou as informações e disse que algumas também foram acidentadas.

    Em nota, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou que cabe ao operador aeroportuário notificar o proprietário para retirada e pagamento de eventuais taxas de estacionamento das aeronaves abandonadas em aeroportos. Caso o administrador encontre dificuldades, ele deve recorrer à justiça para que o bem seja removido. A agência informou também que, em muitos casos, essas aeronaves acabam indo para leilão por determinação judicial. Quando ocorre essa decisão, a ANAC pode ser chamada para avaliar as condições técnicas e operacionais da aeronave e peças, com o objetivo de direcionar o bem para uso ou sucata.

    A Infraero, por meio de nota, informou que as aeronaves mencionadas fazem parte de processos judiciais e que para serem liberadas e movimentadas deve haver autorização da justiça. A empresa pública destacou também que não tem gestão sobre esses equipamentos, atuando apenas em sua guarda nos casos em que houver decisão judicial.  

    O EM TEMPO entrou em contato com as sete empresas responsáveis pelas aeronaves, mas apenas a Sunbird Aviação Eireli com sede em Belo Horizonte - MG, proprietária de uma das aeronaves respondeu os nossos questionamentos.

    Em nota, eles informaram que a aeronave PR-NFT Citation II SN 550-230 está parada devido a sequestro pela Justiça Federal de Curitiba. A empresa informou também que o departamento Jurídico está tratando da liberação da mesma para entender que  a medida da Justiça não é correta. 

    Privatização do aeroporto de Manaus

     

    Aeroporto passará a ser administrado por empresa
    Aeroporto passará a ser administrado por empresa | Foto: Divulgação

    Em abril deste ano a ANAC leiloou 22 aeroportos em todo o território nacional, entre eles está o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes em Manaus. O valor total do leilão chegou a R$ 3,1 bilhões.

    A Infraero, que ainda administra o aeroporto, não informou sobre o que será feito com essas aeronaves com a privatização do aeroporto de Manaus. A empresa pública ainda aguarda a autorização judicial para definir o destino delas.

    A concessão da administração do aeroporto de Manaus foi dada ao grupo Vinci Airports, responsável pela gestão de 45 aeroportos em 12 países. No Amazonas, a empresa arrematou além do Eduardo Gomes, os aeroportos de Tefé e Tabatinga.

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