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    Mobilidade


    “Operação Hefesto” notifica mais de 40 ocupações irregulares em Manaus

    Fiscalização encontrou uma série obstruções de calçadas e parte das vias por comércio de sucatas e ferro-velho

     

    Vários estabelecimentos foram interditados por ausência de licenças de funcionamento e irregularidades na documentação
    Vários estabelecimentos foram interditados por ausência de licenças de funcionamento e irregularidades na documentação | Foto: Divulgação/Implurb


    Mais de 40 notificações por ocupações irregulares em logradouros públicos por comércio de sucatas e ferro-velho foram realizadas durante três dias da operação integrada “Hefesto”, coordenada entre órgãos da Prefeitura de Manaus e do governo do Estado, o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).

      Seis equipes da Divisão de Controle (Dicon) estiveram na ação, atuando nas notificações por descumprimento da lei nº 005/2014, o Código de Posturas de Manaus, nos artigos 38 e 116. A fiscalização encontrou uma série de situações de obstrução de calçadas e até parte das vias, colocando em risco pedestres e motoristas com material depositado em área pública.  


    Durante a operação, foram vistoriadas lojas e comércios nos bairros Monte das Oliveiras, Coroado, Dom Pedro, Colônia Antônio Aleixo, Japiim, Centro, Compensa, Santo Antônio, Flores, São Francisco, Mundo Novo, Alfredo Nascimento, Cidade de Deus, São José, Jorge Teixeira, Cachoeirinha, Bairro da União, Alvorada e Parque das Nações. 

    No caso das ocupações nos logradouros públicos, os notificados têm prazo imediato para retirada dos mesmos das calçadas e áreas ocupadas irregularmente. Conforme a lei, os logradouros públicos devem ser livres de qualquer entrave ou obstáculo, fixo ou removível, que limite ou impeça o acesso, a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas, disponibilizando-se uma faixa livre com largura mínima de 1,50 metro (artigo 38, parágrafo 1). O artigo 116 dispõe sobre a licença ou autorização para a instalação e funcionamento de estabelecimentos como sucata e ferro velho.

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    Não é permitido ao responsável pelo empreendimento expor peças e materiais nos passeios ou deixar sucatas de veículos ou qualquer outro material nas vias públicas. Vamos continuar agindo para deixar o espaço público acessível à população, não ocupado irregularmente "

    Carlos Valente, diretor-presidente do Implurb

     


    Averiguação

    Aproximadamente 4 toneladas de materiais foram recolhidas para averiguação. Até esta quinta-feira, 1º, 20 pessoas foram presas suspeitas de receptação de furto.

      Entre os materiais apreendidos estão fios de cobre, baterias de telecomunicação e tampas de bueiros. Vários estabelecimentos foram interditados por ausência de licenças de funcionamento e irregularidades na documentação.  


    Entre os alvos de fiscalização, estão empresas do segmento de metalurgia e sucatas. A parceria visa apurar suspeitas de comércio irregular de equipamentos como fios de cobre e tampas de bueiros e de redes de telefonia.

    Mapeamento 

    O trabalho está ocorrendo de forma simultânea em diversos bairros da capital amazonense a partir do mapeamento de estabelecimentos que vendem e revendem materiais desse tipo. A operação foi planejada ao longo de três semanas e visa coibir os furtos e, sobretudo, o mercado de receptação desse material.

     O nome da operação foi escolhido em referência ao deus grego, Hefesto, que representa o fogo, os metais e a metalurgia.

    Além do Implurb, outras cinco pastas da administração municipal como as  secretarias municipais de Finanças e Tecnologia de Informação (Semef), Limpeza Urbana (Semulsp), Executiva de Gestão Integrada Municipal, o Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), Casa Militar e a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados do Município de Manaus (Ageman), além de operadoras de telefonia da capital.


    * Com informações de assessoria


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