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    Carnaval 2019


    Mangueira é a campeã do Carnaval 2019 no Rio de Janeiro

    A escola levou para a Sapucaí a história do Brasil recontada a partir da visão dos índios e negros

    A escola fez uma homenagem à Marielle Franco
    A escola fez uma homenagem à Marielle Franco | Foto: divulgação

    Rio de Janeiro - Com 270.0 pontos, a Mangueira é a Campeã do Carnaval do Rio de Janeiro.  Na Sapucaí, a escola deu um novo significado a história brasileira durante o seu desfile na madrugada de terça-feira (5). Ela destacou a resistência de negros e índios, em vez da visão eurocentrista comum nas páginas dos livros de história.

    A comissão de frente buscou desconstruir a imagem de figuras históricas como a Princesa Isabel, Marechal Deodoro da Fonseca, Dom Pedro I, Pedro Álvares Cabral e o bandeirante Domingos Jorge velho.

    O Monumento às Bandeiras da cidade de São Paulo foi representado pelo segundo carro com uma releitura. Nele, a obra tinha manchas de sangue, em referência à forma violenta com a qual os bandeirantes exploravam o Brasil.

    Foram recontadas batalhas entre índios e os colonizadores portugueses. Uma das alas mostrou os índios Cariris e sua luta para que o Nordeste não fosse invadido em um conflito de mais de 50 anos.

    A escola verde e rosa também apresentou heróis como o guerreiro Sepé Tiaraju que tentou evitar o massacre dos Guaranis pelas tropas de Portugal e Espanha. Um grupo de musas da comunidade representou importantes mulheres negras como Acotirene, matriarca do Quilombo dos Palmares, e Adelina Charuteira da campanha contra a escravidão no Maranhão.

    Outra ala com passistas, a bateria e também outras partes do desfiles deram destaques às rebeliões e fugas de escravos. O samba também citou Marielle Franco, morta a tiros em 2018. A viúva da vereadora do PSOL, Mônica Benício, o deputado federal Marcelo Freixo(PSOL) e o vereador Tarcísio Motta (PSOL) desfilaram a frente da última ala.

    A mangueira contou com 3500 componentes na busca pelo seu 20º título e trouxe uma bandeira do Brasil estilizada com as cores da escola (verde e rosa) no final do desfile. O enredo “História pra ninar gente grande” foi assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira e contado em 24 alas e cinco alegorias, no total. 

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