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    Câmbio automatizado do Fiat Argo é diferencial, mas recebe críticas

    Na versão Drive 1.3 GSR do Fiat Argo, caixa automatizada é um diferencial de conforto em relação ao câmbio manual

    O Argo é o hatch mais vendido da Fiat | Foto: Luiza Kreitlon/Agência AutoMotrix

    Aposentar um velho sucesso e colocar um novo carro em seu lugar pode ser complicado. Lançado em maio de 2017, para substituir o veterano Palio, o Argo demorou uns seis meses para embalar nas vendas. Em 2018, posicionou-se como o nono carro mais vendido do país, com 63.017 emplacamentos ou cerca de 5.500 unidades mensais. Não chega a brigar pela liderança do segmento que disputa.

    Dos hatches concorrentes, fica atrás do Chevrolet Onix, do Hyundai HB20, do Ford Ka, do Volkswagen Gol, do Volkswagen Polo e do Renault Kwid. Já na linha Fiat, tornou-se o hatch mais vendido – deixou para trás os “colegas de vitrine” Mobi, que emplacou 4.125 unidades mensais no ano passado, e Uno, que vendeu 1.270 unidades mensais em 2018.

    Uma das versões mais procuradas do Argo é a intermediária Drive 1.3 GSR. Mais refinada e bem equipada do que a básica Drive 1.0 e não tão cara quanto a Precision 1.8, ela se propõe a combinar bom desempenho com baixo consumo de combustível, somados à comodidade do câmbio automatizado.

    | Foto: Luiza Kreitlon/Agência AutoMotrix

    Leva o mesmo o câmbio GSR – sigla de Gear Smart Ride, algo como “engrenagem de curso inteligente” –, no qual a tradicional alavanca de câmbio dá lugar a botões no console, também adotado no Uno, no Mobi e  no Cronos, o sedã derivado do Argo.

    Na última década, o caos do trânsito nas grandes cidades fez crescer no Brasil a demanda por câmbios que dispensam o pedal de embreagem. Como são mais baratos que os câmbios automáticos, os automatizados foram a opção inicialmente adotada nos modelos mais populares – na Fiat, foi o Dualogic, na VW, o i-Motion, e na Chevrolet, o Easytronic.

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    Diferentemente dos automáticos, os câmbios automatizados não têm conversor de torque – o acionamento da embreagem e a troca das marchas são feitos automaticamente por atuadores hidráulicos. Nos câmbios automáticos, as trocas de marchas são suaves devido ao conversor de torque, que faz um acoplamento fluido.

    Já nos automatizados, as mudanças de marchas normalmente provocam “trancos” devido à perda de aceleração que acontece durante a troca de marcha e a aceleração súbita quando a embreagem é novamente acoplada.

    O desconforto causado por esses “trancos” sempre rendeu críticas aos câmbios automatizados. Tanto que a Chevrolet e a Volkswagen desistiram deles, e a maioria dos compactos já oferecem câmbios automáticos – como o Onix, o Ka, o HB20, o Gol e o Polo. 

    | Foto: Luiza Kreitlon/Agência AutoMotrix

    Nova oportunidade

    A Fiat, ao contrário dos concorrentes, resolveu dar mais uma oportunidade aos automatizados. Apresentado em 2017, o câmbio GSR é uma evolução do antigo Dualogic. O próprio Argo já tem versões com câmbio automático nas variantes Precision e HGT, sempre com motor 1.8.

    Mas a Drive 1.3 GSR cumpre uma função estratégica na linha Argo. Por ser R$ 7 mil mais barata que a 1.8 Precision automática, funciona uma espécie de “introdução ao conforto” na linha Argo.

    O design, que foi desenvolvido no Brasil, é um dos pontos altos do Argo. A frente tem aspecto robusto, com uma grade bem encorpada e os faróis afilados. De lado, a musculatura dos vincos e as linhas do perfil angulosas conferem um ar esportivo.

    Na traseira, as lanternas em alto relevo dão personalidade ao hatch. Não há logotipos identificando a presença da caixa GSR. Por dentro, o inegável destaque é a tela de 7 polegadas com aspecto “flutuante”. As saídas de ar redondas reforçam o aspecto esportivo e jovial.

    O motor flex Firefly 1.3 de quatro cilindros em linha entrega 109/101 cavalos e torque máximo de 14,2/13,7 kgfm a 3.500 rpm.

    | Foto: Luiza Kreitlon/Agência AutoMotrix

    Consumo

    Em termos de consumo, o Argo Drive 1.3 GSR obteve médias de 8,9 km/l na cidade e de 10 km/l com etanol e de 12,7 km/l na cidade e 14,4 km/l na estrada com gasolina nos testes do Inmetro, que lhe renderam uma etiqueta “B” no segmento de hatches compactos e “B” no geral.

    O dispositivo start-stop que desliga o motor quando o motorista mantém o pé no freio, ajuda nesse aspecto.

    O preço sugerido para o Fiat Argo Drive 1.3 GSR é R$ 61.990. São R$ 6 mil a mais do que a versão 1.3 equipada com câmbio manual. Mas, além da transmissão automatizada, a versão GSR incorpora o controle de estabilidade de série, indisponível na opção 1.3 Drive com câmbio manual.

    Há dois kits de opcionais disponíveis, presentes no modelo avaliado. O Kit Parking incorpora sensor de estacionamento traseiro e câmera de ré, por R$ 1.400, e o Kit Stile agrega faróis de neblina, rodas de liga leve de 15 polegadas e pneus 185/65 R15, a R$ 1.900. 

    Uma das versões mais procuradas do Argo é a intermediária Drive 1.3 GSR
    Uma das versões mais procuradas do Argo é a intermediária Drive 1.3 GSR | Foto: Luiza Kreitlon/Agência AutoMotrix

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