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    Programa Bolsa Universidade já beneficiou mais de 162 mil estudantes

    Conheça pessoas que foram contempladas com bolsas integrais e parciais

    Maria Gláucia Silva, coordenadora do curso de Biomedicina da Estácio | Foto: Lucas Silva

    Manaus - Estudar em uma universidade é o sonho de muita gente. No entanto, para que todos realizassem esse desejo, o número de vagas em instituições públicas brasileiras teria que ser praticamente quadruplicado. Enquanto o número de vagas públicas não cresce, quem precisa estudar e não tem grana para pagar mensalidade em uma instituição particular ganhou nos últimos 10 anos oportunidade de ingressar em carreira pública. Foram mais de 162 mil estudantes beneficiados seja com bolsa de 100%, 75% ou 50% pelo Programa Bolsa Universidade (PBU).

     Exemplo disso é a Maria Gláucia Silva. Ela ingressou em 2009 na Faculdade Literatus no mesmo ano em que foi lançado o edital do programa Bolsa Universidade. Em seguida ela se inscreveu e foi contemplada com uma bolsa de 50% que ajudou a dar continuidade no curso de Bacharelado em Biomedicina. Hoje ela possui especialização em análises clínica e mestrado em ciências da saúde, ambos pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

     “Sempre me interessei por ciências biológicas e saúde. Quando decidi cursar Biomedicina sabia que seria desafiador e que se não me dedicasse ficaria para trás. A Bolsa me ajudou a focar e me dedicar aos estudos. Concluí o curso em dezembro de 2012”, conta

     Assim que ela concluiu a especialização, em 2014, foi contratada pela instituição onde estudou, que tinha sido adquirida pelo grupo Estácio, como professora do ensino superior onde trabalha na mesma instituição até hoje. Atualmente além de professora é coordenadora dos cursos de Biomedicina e Estética e Cosmética.

    “O programa é fantástico, ele oportuniza que pessoas sem perspectivas de vida consigam trilhar trajetórias de sucesso. A educação tem o poder de transformar não só a vida de quem estuda, mas também de suas famílias e futuras gerações”, diz.

     Outra pessoa que foi contemplada com uma graduação e dessa vez com uma bolsa integral foi a engenheira civil Suzany Mota. Ela ingressou no curso pela a Universidade Nilton Lins em 2012.

    “Na época eu não acreditava que ia conseguir, pois eram poucas vagas ofertadas. E tinha tentado todos os vestibulares que poderiam me dar ingresso numa faculdade pública, mas não consegui a pontuação necessária”, diz.

    A Nutricionista Elizangela Mota também foi uma das contempladas com bolsa de 100% pela Universidade Nilton Lins no ano de 2012. Sem condições financeiras ela agarrou a oportunidade.

     “Eu queria muito ter uma carreira e alcançar esse objetivo de vida que era o de ter uma profissão e consegui alcançar esse desejo através do Bolsa Universidade. É muito válida essa iniciativa. Se eu tivesse ganhado uma bolsa de 50% não teria condições de pagar, pois na época não trabalhava, por isso é importante conceder mais bolsas integrais, pois existem pessoas hoje na mesma condição minha de antes”, explica.

    Sobre o PBU

     O Programa Bolsa Universidade (PBU) foi criado por meio Lei Municipal nº 1.357, de 8 de julho de 2009, na gestão do então prefeito Amazonino Mendes. O programa foi mantido e aperfeiçoado ainda durante o primeiro mandato do prefeito Arthur Neto, em 2014, por meio da Lei nº 1.931 de 19 de novembro de 2014. A partir dessa mudança, foi lançado um sistema informatizado de gestão e cruzamento de dados dos candidatos, e as inscrições passaram a ser online.

    Maria Gláucia Silva foi bolsista de 50% pelo PBU
    Maria Gláucia Silva foi bolsista de 50% pelo PBU | Foto: Lucas Silva

    Mas por que antes, logo no seu surgimento, em meados de 2012, a prefeitura dava mais bolsas integrais e hoje não?

     A Diretora-geral da Escola de Serviço Público e Inclusão Socioeducacional (Espi), Stela Cyrino, conta que são vários aspectos. “Naquele momento as bolsas eram com compensação de débitos das universidades com o fisco municipal que foram convertidas em bolsas. Atualmente, essa diminuição da oferta de bolsas podemos atribuir ao fato de que há um desaquecimento no mercado, o que faz com que as isenções fiscais, que se baseiam nos impostos de ISSQN e de Alvará e IPTU, tenham diminuído muito o valor dos recursos para conversão em bolsas”, explica.

    Prestação serviços

    Os estudantes que ganham uma bolsa de estudos pelo PBU têm que prestar serviços. A ESPI que a contrapartida é por demanda. É necessário que os órgãos públicos municipais solicitarem da ESPI, a qual é realizada por chamamento dos bolsistas que devem de acordo com o percentual de sua bolsa, prestar uma determinada carga horária de prestação de serviços como contrapartida semestralmente.

    "Em 10 anos, o programa Bolsa Universidade já contribui para a capacitação e formação de nível superior de mais de 170 mil pessoas que, de outra forma, não teriam condições de custear os seus estudos. Modernizamos o processo de seleção, que está cada vez mais criterioso, para garantir que o benefício atenda quem realmente precisa. Atualmente o programa se tornou uma política de governo da gestão Arthur Neto, que nos determinou ampliar as ações de inclusão socioeducacional para a cidade de Manaus, com a criação do Bolsa Idiomas e posteriormente do Bolsa Pós-Graduação. Futuramente, estudamos o lançamento do Bolsa Creche, que já está em fase de planejamento”, explica Stela.

     Como ter maiores chances de conseguir uma bolsa?

    Pelo critério de maior hipossuficiência que seria a menor renda per capita, que é a soma de todos os ganhos dos moradores da mesma residência, dividido pelo número dos mesmos.

     Os critérios para seleção são:

    I – Ser brasileiro, nato ou naturalizado, residente em Manaus;

    II – Não possuir diploma de curso superior;

    III – Não estar matriculado em IES pública;

    IV – Estar regularmente matriculado ou apto a se matricular em uma das IES participante do PBU;

    V – Possuir renda familiar per capita não excedente a 1,5 (um e meio) salários mínimos;

    VI – Não ser beneficiário de programa de graduação mantido pelo Poder Público;

    VII – Firmar compromisso de desenvolver atividades de contrapartida, sem ônus para o Município.

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