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    Literatura


    'Café com PET' estimula debate social virtual por meio da literatura

    Encontros também oferecem o certificado com seis horas complementares aos ouvintes e palestrantes

    Manaus - O Programa de Educação Tutorial (PET) Conexões Urbanas, coordenado há quase 10 anos pela professora doutora Amélia Regina Batista Nogueira, é um projeto que promove o ensino por meio de projetos de extensão e pesquisa, a alunos do meio acadêmico. No debate desta sexta-feira (21), que ocorrerá das 16h às 18h30, virtualmente, o livro selecionado foi Quarto de Despejo, de Carolina Maria de Jesus, uma das primeiras autoras negras do Brasil.

    O mestrando do Programa de Pós-graduação em Letras, Rayesley Ricarte, e membro do Grupo de pesquisa Relações de gênero poder e violência em literaturas de língua portuguesa participará do debate que será mediado pela integrante do PET, Giselle de Almeida. As inscrições podem ser feitas até o dia 20, por meio de formulário on-line.

    O encontro será de forma virtual na sexta-feira (21)
    O encontro será de forma virtual na sexta-feira (21) | Foto: Divulgação

    O programa é do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e um dos projetos de extensão promovidos por ele é o Café com PET, um projeto interdisciplinar onde os alunos e ouvintes externos podem discutir assuntos sociais por meio da literatura.

    “O Café com PET é a nossa ‘pausa’ nesse movimento todo de projetos práticos, para discutir, debater, temas que são importantes do ponto de vista acadêmico, social e político. Nesse momento da pandemia nós também elegemos discutir a questão do racismo no Brasil, de onde vem e toda essa questão da perspectiva estrutural, por meio da literatura”, explica a professora Amélia. O projeto funciona desde a fundação do PET Conexões Urbanas.

    Durante esse período de pandemia que a Universidade não está funcionando, foi criado o Café com PET Virtual, como uma forma de manter o projeto funcionando. O aluno de graduação do curso de Letras - Língua Portuguesa da Ufam, Danton D'Almeida, explicou que a ideia também influencia a inclusão da comunidade externa que não tinha como ter acesso físico à Universidade, por diversos fatores.

    "Como teve a pandemia nós pensamos que não precisaríamos esperar o retorno das aulas, poderíamos utilizar as plataformas de videochamadas e as redes sociais para divulgar o nosso trabalho. E uma novidade também chamar as pessoas de fora, nós já recebíamos pessoas de fora, de escolas públicas, mas muitos não tinham como ter acesso, pegar um ônibus e ir até a Ufam. Então nós fizemos o Café com PET Virtual justamente para atrair um público maior", explica o estudante.

    Ele conta que no dia do debate os alunos conversam sobre quais pontos do livro chamaram mais atenção e quais foram as interpretações pessoais de cada um, além de oferecer um certificado com seis horas complementares.

    "Nós divulgamos pelas redes sociais geralmente com 15 dias de antecedência, para a pessoa poder ter tempo de ler, discutir, fazer um fichamento, anotações, e no dia do debate nós não vamos ler o livro, apenas trechos, o que chamou a atenção. Cada um leva a sua anotação, sua interpretação, e nós também certificamos os ouvintes e os palestrantes com seis horas complementares. Os nossos debates são geralmente por meio das plataformas Google Meet ou Zoom", conta Danton.

    Professora Amália, coordenadora do PET Conexões Urbanas há mais de nove anos
    Professora Amália, coordenadora do PET Conexões Urbanas há mais de nove anos | Foto: Sidney Cad

    Para a professora, que já está há tanto tempo à frente do Programa, foi e ainda é um processo de aprendizagem mútuo, entre ela e os alunos. "Eu gosto muito do programa, me deu uma oportunidade de aprendizado e claro que eu aprendo com meus alunos também. Esse ano estamos também com um projeto para desenvolver no bairro Educandos, então o PET, por meio da Universidade, da extensão, da pesquisa, leva a Universidade às comunidades e vice-versa, contribuindo para que nossos alunos se aprimorem como profissionais que têm o olhar voltado também para os problemas que envolvem a sociedade", conta a coordenadora.

    Os encontros acontecem pelo menos uma vez ao mês e são divulgados no Instagram @petconexoesurbanas ou no Facebook PET - Conexões Urbanas

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