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    Educação


    Formação dos profissionais de Arquitetura e Urbanismo deve ser ampla

    A coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Santa Teresa (FST), Melissa Toledo, diz que o profissional da área tem um leque muito grande de opções

    Os profissionais da área devem observar o momento de pandemia sob a ótica dos impactos que causa | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - Com o mercado da construção civil desaquecido por conta da crise gerada pela pandemia de Covid-19, tornou-se ainda mais imprescindível, para os profissionais de arquitetura e urbanismo, uma formação ampla, voltada aos vários segmentos em que podem atuar no mercado de trabalho. A coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Santa Teresa (FST), Melissa Toledo, diz que o profissional da área tem um leque muito grande de opções e que envolve, também, os setores de inovação, de gestão, de planejamento urbano, de design de interiores e de produtos, paisagismo e patrimônio cultural, dentre outros.

    Nesse momento, segundo ela, é preciso capacidade de adaptação, dinamismo e uma boa formação profissional. “A matriz curricular do curso da Faculdade Santa Teresa foi construída sob essas bases, que procuramos sempre enfatizar, seguindo a linha do plano pedagógico da instituição, que tem como foco a preparação do aluno para o mercado de trabalho, de forma atemporal”, destacou.

    Os profissionais da área, na sua opinião, devem observar o momento de pandemia sob a ótica dos impactos que causa no aspecto urbano e na arquitetura, por exemplo. “Quando a gente fala de pandemia, de doenças sanitárias, temos aí uma vertente de atuação que envolve, entre outros, parâmetros urbanos diferenciados, com áreas de ventilação e adequações em prol da salubridade, em edificações públicas ou privadas de uso coletivo”, relaciona. 

    Na matriz curricular da FST, de acordo com a coordenadora, o planejamento urbano tem grande destaque, mas outras áreas também são abordadas com bastante ênfase. Ela cita que 86% dos arquitetos e urbanistas brasileiros se destacam através do núcleo de desenho e dos softwares específicos dessa área. Mas tem também uma fatia de 28% que atua na área de geoprocessamento, que é ainda muito incipiente na região, mas com grande demanda, e que o curso da FST também se volta na preparação. “É um segmento importante para o cálculo de imposto predial, para acompanhamento de desmatamento, de crescimento urbano. É uma das disciplinas que oferecemos no quinto período”, informou.

    “O curso oferece disciplinas como Teoria da História da Arquitetura Brasileira, Teoria e História da Arquitetura da Amazônia, Mobilidade Urbana, Arquitetura Sustentável, Direito Urbano, dentre outras que preparam o aluno a esse dinamismo futuro”, pontuou.

    Uma das áreas que ela cita como importantes para atuação dos profissionais é a de pesquisa e ensino, também incluída na grade curricular da FST. “É extremamente importante ter profissionais pesquisadores com inserção no planejamento urbano e o momento que a gente vive é muito propício a isso”, avaliou. Outro diferencial do curso, diz ela, é a parte de projeto cultural, que abrange a questão da sustentabilidade, de mobiliários, design de embalagens.

    Melissa Toledo diz que o empreendedorismo, que faz parte dos princípios institucionais da FST, é incentivado em sala de aula. “Quando a gente fala de ter um segmento criativo e dinâmico, estamos chamando a um olhar empreendedor. Não ser só arquiteto da construção civil, mas das suas diversidades dentro das atribuições legais e competências previstas”, alertou.

     

    Coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Santa Teresa (FST), Melissa Toledo
    Coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Santa Teresa (FST), Melissa Toledo | Foto: Divulgação

    O curso da FST, além de atender a todas as diretrizes curriculares com relação às disciplinas do núcleo básico e profissionais, tem como diferencial a linha pedagógica que é adotada pela instituição e que se baseia na inovação, sustentabilidade e humanismo. “A gente procura sempre, correlacionado à disciplina e à parte teórica, tirar o aluno de sala de aula. Nesse momento de pandemia em que isso não foi possível, levamos muitos profissionais até eles, seja de forma online ou presencial com os cuidados sanitários necessários, para passar justamente essa parte prática, relacionada com o conteúdo que o aluno está estudando. Um exemplo é o evento Roda de Arquitetos, que acontece todo começo de período”, explicou.

    Melissa considera que a grande preocupação do curso é habilitar o aluno em conhecimento gerais, dentro do perfil profissional, mas que tenha competência, habilidade e experiência adquirida através das atividades pedagógicas-práticas.

    *Com informações da assessoria

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