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    Tecnologia


    5G está longe de ser uma realidade em todo o Amazonas

    Dos 62 municípios do Amazonas, apenas 28 contam com a cobertura 4G. Dados do IBGE apontam que 40% da população do Estado ainda não tem acesso à internet

    40% da população não acessa a internet | Foto: Reprodução

    Manaus - A quinta geração da telecomunicação móvel deve se tornar realidade no Brasil somente em 2021. O 5G promete ser “a rede das redes”, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas ainda não tem previsão de chegada no Estado do Amazonas. A operadora que fornece a maior cobertura na tecnologia 4G no Amazonas, a Vivo Telecom, está presente em menos da metade dos 62 municípios amazonense, em apenas 28 deles, com 3G ela atua em 39 e abaixo disso segue com antenas nos demais municípios.

    Dados mais recentes sobre utilização da internet e os motivos de não utilização no Amazonas, fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que 40% da população não acessa a internet. Entre os principais motivos estão a falta de interesse e a indisponibilidade do serviço nos locais que costumam frequentar.

    A estudante Elisa Borges, 19, moradora do município de Envira (a 1.207 quilômetros de Manaus), conta que usa celular para estudos e redes sociais. Sobre a cobertura 4G de sua operadora, ela classifica como “mais ou menos”. “Uso a internet da minha operadora, mas não funciona bem. Às vezes fica uma ou duas semanas sem funcionar o sinal da internet”, relata.

    Corrida das operadoras

    A chegada comercial da tecnologia no Brasil já tem movimentado as operadoras em busca do pioneirismo. O gerente de engenharia da TIM Brasil, Homero Salum, disse ao Em Tempo que a empresa tem trabalhado forte na preparação do ecossistema para receber este novo ciclo de tecnologia.

    A operadora atualmente conta com três pilotos em andamento, em instituições ligadas a universidades, em Santa Catarina, Minas Gerais e Paraíba. De acordo com o gerente de tecnologia, só a partir do leilão serão definidas as cidades que começarão a receber o 5G. No Amazonas, 19 cidades são atendidas 4G da TIM.

    A Vivo, principal operadora d Amazonas, realizou testes com aplicações de realidade virtual na cidade do Rio de Janeiro na frequência de 3,5 GHz. A aplicação foi um jogo de vôlei virtual e na cidade de São Paulo, na faixa de 28 GHz foram realizadas simulações de cirurgia remota. Os testes aconteceram nos meses de julho e setembro de 2018 respectivamente.

    O diretor de Planejamento de Redes da Vivo, Atila Branco, afirma que uma grande transformação será necessária no núcleo das redes, nas redes de transmissão de dados e nos sistemas de atendimento ao cliente. “A Vivo está trabalhando intensamente e avançando na virtualização de rede, com o objetivo de aumentar sua agilidade, flexibilidade e escalabilidade em um ambiente de nuvem multivendas, capaz de incorporar novas funcionalidades”, conta.

    O 4G da Vivo possui a maior cobertura nesta tecnologia no Amazonas, com presença em 28 cidades. Com a tecnologia 3G, a Vivo está presente em 39 municípios, sendo Tabatinga, Benjamin Constant, Boca do Acre, Manicoré, São Gabriel da Cachoeira, Tefé e Tapauá os mais recém-ativados.

    A Oi investiu no Amazonas mais de R$ 27,5 milhões no primeiro trimestre de 2019, um aumento de 125% em relação ao mesmo período do ano anterior. A companhia oferece cobertura 4G em 21 cidades do estado garantindo assim a cobertura de 84% da população urbana. 

    A Oi realizou recentemente duas experiências com a tecnologia 5G. Uma das demonstrações aconteceu no Rio 2C, no Rio de Janeiro, no período de 23 a 28 de abril, no estande da companhia, onde o público pode experimentar a tecnologia 5G. Na demonstração do 5G, o visitante pode se conectar a outra pessoa no mesmo ambiente, visualizando suas respectivas holografias por meio de óculos de realidade virtual.

    A outra demonstração da tecnologia, também por meio de óculos de realidade virtual, aconteceu na cidade de Búzios, na Praia da Ferraduras, em um estande da Oi, onde os moradores e turistas puderam vivenciar a experiência durante todo o mês de março. 

    A empresa acrescenta que já vem nos últimos anos preparando a sua rede para suportar o grande crescimento das redes de acesso de banda larga de alta velocidade fixo e móvel que ocorrerá por meio da expansão da fibra e da modernização para o 4,5G e preparação para o 5G.

     A rede das redes

    A infraestrutura 5G poderá substituir qualquer outra rede. As três principais vertentes do 5G são a banda larga móvel otimizada (eMBB); as comunicações massivas máquina-máquina (mMTC) e as comunicações de baixa latência e alta confiabilidade (uRLLC).

    O 5G desenvolverá uma infraestrutura na qual diversas aplicações poderão ser implementadas, como a internet das coisas (IoT), a telemedicina e os carros conectados. Outras aplicações esperadas incluem realidade virtual, realidade aumentada, cloud computing e smart city.

    A Anatel está preparando o próximo edital de licitação de faixas de radiofrequências, o chamado “edital do 5G”, previsto para o primeiro trimestre de 2020. A partir deste “leilão”, a operação comercial desses serviços por parte das operadoras poderá iniciar, após assinatura dos Termos de Autorização.

    A implementação do 5G demandará altos investimentos em infraestrutura, tanto no núcleo da rede, quanto no acesso. Por ser prestado por meio de faixas de frequência mais altas (acima de 3GHz), será necessária uma quantidade muito maior de antenas de telefonia móvel para dar suporte ao 5G, quando comparado às redes 3G e 4G, além de um investimento massivo em redes fixas de fibra óptica para escoamento do tráfego das redes 5G.

    As fibras ópticas serão o principal meio para conectar as estações rádio base 5G com a rede de transporte das operadoras. Estima-se que os investimentos no setor de telecomunicações brasileiro na próxima década serão da ordem de R$ 40 bilhões, com 40% desse montante destinado a redes de banda larga móvel (3G/4G/5G).

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