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    Buriti


    Vídeo: pesquisador desenvolve buritinha, a caipirinha da Amazônia

    Para ser comercializada, empresas precisam entrar em contato com setor especializado do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus

    Bebida alcoólica amazônica é inspirada na caipirinha. | Foto: Leonardo Mota

    Manaus - Refrescante, regional e deliciosa. Estes são alguns dos adjetivos que podemos usar para descrever a buritinha, uma bebida alcoólica amazônica inspirada na caipirinha.  A bebida foi desenvolvida  no setor de tecnologia de alimentos, pelo técnico do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Afonso Rabelo.

    O drink é uma mistura simples de cachaça com um xarope de buriti desenvolvido pelo pesquisador. "Dá para fazer várias outras bebidas com este xarope, vai da criatividade do barman", explica Afonso.

    Entre as outras possibilidades oferecidas pelo xarope está o preparo de coquetéis, sucos e batidas, alcoólicas e não alcoólicas. O pesquisador conta que o toque especial é por conta da cor que fica a bebida ao ser misturada com vodca e cachaça.

    Infelizmente, a bebida ainda não está disponível para venda no mercado. Para que chegue ao consumidor, é preciso que alguma empresa demonstre interesse, por meio de solicitação formal no setor responsável, no Inpa. 

    Pesquisador desenvolveu mais de 100 receitas à base de buriti.
    Pesquisador desenvolveu mais de 100 receitas à base de buriti. | Foto: Leonardo Mota

    A buritinha, assim como o licor de buriti, outro produto desenvolvido por Afonso, é resultado de um trabalho que inclui mais de 100 receitas feitas a partir do fruto.

    O buriti é o fruto mais rico em betacaroteno, maior precursor da Vitamina A, encontrado na natureza. Além de observar suas propriedades funcionais e nutritivas, Afonso constatou que o fruto estava sendo muito desvalorizado. "Eu estimo que 80% da produção de buriti seja desperdiçada", relata. 

    Isso se deve a alguns fatores como a dificuldade de coleta, a árvore do buriti é mais grossa que a do açaí e é muito difícil de subir e falta de conhecimento das pessoas sobre como amadurecer o fruto. 

    Das 300 frutas nativas, 38 são comercializadas e 30 são estudadas por Afonso. O pesquisador também desenvolve produtos à base de açaí, bacaba, patauá, umari, araçá boi, camu-camu, entre outras. 

    O objetivo é publicar dois livros com a pesquisa. Um sobre a pesquisa básica com frutas nativas e frutas exóticas, que está em fase de editoração, e outro com as receitas desenvolvidas, este está em fase de pesquisa.

    Pesquisa base

    Pesquisa em feiras de Manaus foi base para o novo trabalho do pesquisador.
    Pesquisa em feiras de Manaus foi base para o novo trabalho do pesquisador. | Foto: Leonardo Mota

    O trabalho do pesquisador começou em 2009, quando fez um trabalho de campo e catalogou 38 frutos nativos amazônicos vendidos nas feiras de Manaus. Esta pesquisa serviu de base para o desenvolvimento da bebida e também resultou na publicação de um livro.

    O livro chama-se "Frutos nativos da Amazônia : comercializados nas feiras de Manaus- AM" e está disponível para download gratuito no site da Editora Inpa

    A obra traz a descrição botânica de cada espécie, bem como de sua árvore, folhas, flores, frutos e sementes. O autor também dá dicas de onde encontrar os frutos, como conservar e onde são comercializados. 

    Assista à reportagem da TV Em Tempo:

    Assista a reportagem | Autor: Juliano Couto/ TV Em Tempo
     


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