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    Feira Científica


    Estudantes do AM desenvolvem projeto sobre astronomia indígena

    Este e outros projetos são destaque na Feira Científico do Martha Falcão

     Trinta e cinco trabalhos foram apresentados nesta sexta-feira (20) durante a XXXIII Feira Científico-Cultural
    Trinta e cinco trabalhos foram apresentados nesta sexta-feira (20) durante a XXXIII Feira Científico-Cultural | Foto: Divulgação

    Manaus - Cerca de trinta e cinco trabalhos foram apresentados nesta sexta-feira (20) durante a XXXIII Feira Científico-Cultural das Instituições Educacionais Nelly Falcão de Souza (INFS), que neste ano trouxe como tema “Origens – Novo Gênesis”.

    O evento aconteceu no Colégio Martha Falcão e, entre os destaques, estavam os projetos Astronomia Indígena, Jardim Sensorial e Ciclo Bioquímico da Água. Eles foram desenvolvidos por alunos que fazem parte do Clube do Futuro Cientista da escola, que é pioneira na realização de feiras de ciências no Amazonas.

    Com a missão de explicar como os povos indígenas utilizavam o céu como guia de conhecimentos e rituais, os alunos Analu Vidinho, Fernanda Sluce, Suzana Veloso, Isabela Mozzaro e Gabriel Monteiro contam que a escolha do tema surgiu por meio da curiosidade acerca do assunto.

    “Sou louca por astronomia e pensamos em algo que casasse com o evento. Então focamos no tema pra entender como os indígenas utilizavam a astronomia no seu cotidiano, em rituais religiosos, agrícolas e até de fertilidade”, revela Analu.

    Além de servir de guia para rituais, as constelações para os indígenas ajudam a identificar as estações do ano. “A gente fala muito da astronomia ocidental, mas a indígena era muito mais avançada, pois eles conseguiam entender a existência de uma ligação entre o céu e a terra, possibilitando a previsão dos fenômenos”, comentou Fernanda Sluce.

    Segundo a professora de geografia da escola, Amarilis Donald, desde julho os alunos têm pesquisado sobre astronomia indígena em documentários, palestras e estudos científicos. “Eles se envolveram bastante, inclusive na montagem da tenda para a apresentação, que simula um planetário”, enfatizou.

    Com vendas nos olhos, os visitantes que entraram na sala de Jardim Sensorial experimentaram uma grande variedade de sensações, que são percebidas graças ao sistema nervoso e órgãos dos sentidos. Os alunos responsáveis pelo projeto mostraram, na prática, como cada órgão do sentido está adaptado a responder a um determinado estímulo e possui receptores sensoriais capazes de transformá-los em impulsos nervosos.

    O protótipo de óculos para deficientes visuais foi um dos pontos altos do projeto, apresentado pelos alunos Alexandre Junior, Ana Hagge, Ana Beatriz Lucena, Ana Paula Lucena, Daniel Harb, João Monteconrado, Lucas Gabriel, Luisa Raposo, Luan Falcão, Manuela Bessa, Natan e Tayra Pecher.

    “Foi extremamente gratificante ajudar os alunos na elaboração do projeto, além de contribuir para que a gente se aproxime e participe mais das atividades da escola, também é importante pra nossa relação com os filhos”, disse autônoma Bonnie Monteconrado, mãe do aluno João.

    Doze futuros cientistas abordaram o projeto Ciclos Biogeoquímicos da Água, que é extremamente essencial para a manutenção da vida no planeta Terra. “O assunto já havia sido pauta no Clube do Futuro Cientista, então decidimos aprofundar o tema inclusive criando protótipos de tratamento de água e irrigação de plantas, que serão doados para a horta da escola”, disse a aluna Gabrielle Wriedt.

    Além dela, também participaram do projeto os alunos Camilo Célio, Gabrielle Luz, Jorge Alberto, Julio Cesar, Sarah Pina, Aida Mendonça, Ester Moreira, Maria Helena Dantas, Laila Moutinho, Lorenn Brandão e Maria Luiza Coutinho.

    *Com informações da Assessoria

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