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    Crimes Cibernéticos


    Clonagem de WhatsApp: saiba o que fazer e como evitar cair em golpes

    AM registra aumento de 241% em golpes no WhatsApp neste ano

    De janeiro a fevereiro deste ano, a Delegacia de Crimes Cibernéticos registrou 174 Boletins de Ocorrência (BOs) com relatos sobre invasões de dispositivos | Foto: Reprodução

    MANAUS - A tecnologia disponibiliza ferramentas que facilitam a comunicação entre pessoas, principalmente nesse período de pandemia do novo coronavírus em que se busca o distanciamento social. Algumas dessas ferramentas são tão pessoais como o aplicativo WhatsApp. Por ela, qualquer pessoa pode se comunicar diretamente com outra, pessoalmente ou em grupos. Contudo, o número de ataques cibernéticos cresceu na plataforma, no Amazonas, durante a pandemia.

    Segundo o Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp), o Amazonas possui 517 casos específicos de clonagem de aplicativo de mensagens, intitulado pela pasta como “Invasão de Dispositivo Informático”. Em 2019, foram 252 queixas policiais com esta característica, um aumento de 105% no registro dos casos.

    Nos primeiros dois meses de 2021, a Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), registrou um aumento de 241% no número de ocorrências por invasão a dispositivos informáticos em comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro a fevereiro deste ano, a Delegacia de Crimes Cibernéticos registrou 174 Boletins de Ocorrência (BOs) com relatos sobre invasões de dispositivos.

    Para prestar queixa em situações como essa é simples. “Basta procurar a Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Cibernéticos. Inclusive é possível fazer essa queixa de maneira virtual”, conta o advogado especialista em segurança digital, Aldo Evangelista

    A advogada Sarah Figueiredo foi vítima deste golpe. “Eu uso o aplicativo tanto para uso pessoal como para o trabalho e, no dia que isso aconteceu, eu recebi uma ligação de uma mulher que se passou por outra colega de profissão que eu conheço. Ela então me chamou para participar de um grupo de profissionais e pediu que eu falasse um código que havia chegada para mim por SMS. Depois de um tempo meu whats app ‘caiu’ do meu aparelho. Incrível que ele sabia muita coisa sobre a minha profissão e inclusive colegas que trabalham diretamente comigo”.

    Como os criminosos agem

    O advogado Aldo Evangelista explica como os golpistas agem para clonar o aplicativo. “O criminoso sempre pede um código que chega no celular da proprietária da conta via SMS. Isso ocorre porque toda vez que você utiliza o aplicativo ele é voltado para um número de celular. Então no celular ele ativa a conta com facilidade. Geralmente eles dizem que você ganhou um prêmio e precisa fornecer o código ou qualquer outro assunto”.

    A jornalista Alessandra Aranha também teve a sua conta no aplicativo hackeada. “Eles chegaram até mim por meio de uma reclamação que eu havia feito em um site de viagens. Coloquei meu nome e telefone e isto é público na página. Dias depois um perfil no instagram falso com o nome da agência de viagens veio falar comigo no direct e disse que iam reembolsar o valor da passagem. Eles então pediram um código enviado para o meu celular. Na hora meu aplicativo travou. Não recebia mensagens e nem conseguia enviar. Achei estranho na hora. Foi quando uma amiga veio à minha casa perguntar se eu estava pedindo dinheiro pelo meu perfil. Foi aí que caiu a ficha”, conta ela.

    A advogada Sarah Figueiredo, uma das vítimas, conta como recuperou a sua conta. “É importante que você comunique para os seus amigos que não é você utilizando a conta. Depois é só enviar um e-mail para o suporte do whatsApp informando que sua conta foi hackeada e pedindo que desative sua conta temporariamente. A conta fica bloqueada por uma semana e já sai do aparelho logado. Após isso é só instalar de novo no celular”.

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