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    Exploração ilegal


    Dragas são flagradas explorando ouro ilegal no Amazonas

    Ao total, oito dragas sem Licença de Operação foram flagradas durante a operação do Ipaam

    As dragas foram flagradas fazendo exploração ilegal | Foto: Divulgação/Ipaam

    Manaus - Fiscais do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aprenderam, nesta quarta-feira (4), durante o primeiro dia da operação “Midas”, desencadeada nos municípios de Novo Aripuanã (distante 227 quilômetros de Manaus), oito dragas de sucção de minério na calha do rio Madeira, sem Licença de Operação (LO) emitida pelo órgão de controle ambiental. 

    De acordo com o chefe de Fiscalização Ambiental do Ipaam, Abener Brandão, a operação está concentrada nas Reservas de Desenvolvimento Sustentáveis (RDS) dos rios Madeira e Juma, em Novo Aripuanã. O trabalho envolve uma equipe de 12 fiscais do órgão, conta com o apoio do Batalhão de Polícia Ambiental e a utilização de lanchas rápidas nas ações. 

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    A operação vai estender até o dia 21 em Novo Aripuanã e nas RDS dos municípios de Humaitá
    A operação vai estender até o dia 21 em Novo Aripuanã e nas RDS dos municípios de Humaitá | Foto: Divulgação/Ipaam

    Segundo Brandão, nas últimas semanas, na região do Madeira e do Juma, o Ipaam registrou a exploração ilegal de minério com uso de dragas de grande porte trazidas do Estado de Rondônia. “Recebemos diversas denúncias com registros de fotos e vídeos da ação de garimpeiros rondonienses nos rios doAmazonas sem permissão do Ipaam para realizar a atividade”, disse. 

    Na fiscalização, oito dragas foram apreendidas dentro da RDS rio Madeira e os proprietários receberam multas no valor total de R$ 685 mil pelos crimes danos ambientais e atividades mineradoras sem Licença de Operação. As embarcações tipo casa foram levadas para sede de Novo Aripuanã. Elas são estruturadas com equipamentos de sucção e esteira para a retirada do ouro do leito dos rios Madeira e do Juma. 

    A operação vai estender até o dia 21 em Novo Aripuanã e nas RDS dos municípios de Humaitá (distante 590 quilômetros de Manaus) e Apuí (distante 453 quilômetros da capital). O trabalho recebeu o nome do personagem da mitologia grega, rei da Frígia. O principal mito atribuído a Midas foi o de transformar em ouro tudo o que tocava.

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