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    CENÁRIO AMAZÔNICO


    Websérie “Extraordinária várzea” mistura ciência e natureza amazônica

    A produção do Instituo Mamirauá acompanha pesquisadores na missão de entender um dos ecossistemas mais complexos da Amazônia: as florestas alagáveis de várzea.

    Seguindo o ritmo dos rios, as várzeas alagam durante meses, tempo em que a vida muda para todos, animais, plantas e humanos
    Seguindo o ritmo dos rios, as várzeas alagam durante meses, tempo em que a vida muda para todos, animais, plantas e humanos | Foto: Marcello Nicolato


    Manaus - Você sabe o que é várzea? Para a maioria, ela é sinônimo de futebol amador, praticado em campinhos Brasil afora. Mas para muitas populações que vivem na Amazônia, várzea é floresta, lar, lugar onde a natureza opera as maiores transformações. 

    Seguindo o ritmo dos rios, as várzeas alagam durante meses, tempo em que a vida muda para todos, animais, plantas e humanos. Esse ecossistema fascinante e ainda pouco conhecido é o tema da nova websérie do Instituto Mamirauá: “Extraordinária várzea”. O primeiro episódio foi lançado nessa quinta-feira (08/11) no canal do instituto no YouTube. Confira aqui: www.youtube.com/watch?v=2D0EuYxrLFw.

    A produção acompanha pesquisadores no dia-a-dia de campo em matas de várzea. A série foi gravada no estado do Amazonas, dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, distante cerca de 600 km da capital Manaus. Com mais de 1 milhão de hectares, a reserva é uma área de proteção ambiental formada em grande parte por terrenos alagáveis, as várzeas. Um solo rico para entender e conservar esses ambientes, que prestam serviços ecológicos fundamentais para a humanidade.

    Esse ecossistema fascinante e ainda pouco conhecido é o tema da nova websérie do Instituto Mamirauá: “Extraordinária várzea”
    Esse ecossistema fascinante e ainda pouco conhecido é o tema da nova websérie do Instituto Mamirauá: “Extraordinária várzea” | Foto: Divulgação


    “Extraordinária várzea” é dividida em quatro capítulos, com média de duração de 5 minutos. Cada capítulo foca em um tipo de estudo em ecologia florestal feita pelo Instituto Mamirauá, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

    Quais as diferenças entre várzeas altas e baixas? É possível fazer manejo florestal em áreas de várzea? O que é “serapilheira” e “clareira” e o que elas têm a ver com a várzea? Essas são algumas das questões que o público vai conhecer e ao mesmo tempo entender a importância ambiental, econômica e social das várzeas. 

    “As florestas de várzea se caracterizam por serem inundadas periodicamente e isso cria uma biodiversidade diferenciada, tendo espécies endêmicas, que só ocorrem nessa região”, afirma Leonardo Reis, líder do Grupo de Pesquisa em Ecologia Florestal do Instituto Mamirauá.

    Com mais de 1 milhão de hectares, a reserva é uma área de proteção ambiental formada em grande parte por terrenos alagáveis, as várzeas.
    Com mais de 1 milhão de hectares, a reserva é uma área de proteção ambiental formada em grande parte por terrenos alagáveis, as várzeas. | Foto: Divulgação


    As pesquisas científicas na várzea e a websérie fazem parte do projeto “Mamirauá: Conservação e Uso Sustentável da Biodiversidade em Unidades de Conservação (BioREC) ”. O projeto é financiado pelo Fundo Amazônia, com recursos geridos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Saiba mais: 

    https://www.mamiraua.org.br/pt-br/biorec

     Os próximos episódios da websérie “Extraordinária várzea” serão lançados nas próximas quintas-feiras do mês de novembro no canal do Instituto Mamirauá no YouTube. 

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