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    Prevenção


    Plano protege seis espécies de mamíferos da Amazônia

    O ICMBio aprovou documento que reforça a proteção de espécies ameaçadas de extinção, como o boto-cor-de-rosa, peixe-boi-da-amazônia, ariranha, lontra, tucuxi e boto-do-araguaia

    Na semana passada, estudiosos apontaram que ariranhas voltaram a aparecer com mais frequência no Alto Rio Negro | Foto: Divulgação

    O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) aprovou o Plano de Ação Nacional para Conservação de Mamíferos Aquáticos Amazônicos Ameaçados de Extinção (PAN Mamíferos Aquáticos Amazônicos). O PAN contempla seis espécies: boto-cor-de-rosa, peixe-boi-da-amazônia, ariranha, lontra, tucuxi e boto-do-araguaia.

    O objetivo é reduzir e mitigar as pressões antrópicas e aumentar o conhecimento sobre os mamíferos aquáticos da Amazônia, visando a sua conservação em cinco anos.

    O PAN estabelece estratégias prioritárias de conservação para três espécies ameaçadas de extinção constantes da Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, sendo uma classificada na categoria EN (em perigo) Boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) e duas classificadas na categoria VU (vulnerável) peixe-boi-da-amazônia (Trichechus inunguis) e ariranha (Pteronura brasiliensis).

    O Plano de Ação estabelece ainda de maneira concomitante estratégias para conservação para outras três espécies, sendo duas espécies classificadas como NT (quase ameaçada) Tucuxi (Sotalia fluviatilis) e lontra (Lontra longicaudis) e uma espécie de considerada ameaçada de extinção no segundo ciclo de avaliação do estado de conservação de mamíferos aquáticos (2016-2020), o boto-do-araguaia (Inia araguaiaensis).

    As ações foram distribuídas nos seguintes objetivos específicos: redução dos conflitos entre mamíferos aquáticos e atividades pesqueiras; redução da pressão de caça sobre os mamíferos aquáticos; promoção da integridade dos habitats críticos para os mamíferos aquáticos; aumento do conhecimento sobre a dinâmica populacional, ecologia, interações com humanos e saúde dos mamíferos aquáticos; e promoção da educação ambiental e do engajamento da sociedade voltados à conservação de mamíferos aquáticos, influenciando políticas públicas.

    Caberá ao Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos (CMA), do ICMBio, a coordenação do PAN. O plano é monitorado anualmente, para revisão e ajuste das ações, com uma avaliação intermediária prevista para o meio da vigência do PAN e avaliação final do ciclo de gestão. O PAN Mamíferos Aquáticos Amazônicos terá vigência até janeiro de 2024.

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