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    POLUIÇÃO


    Lixão clandestino em Manaus é denunciado por deputada na Aleam

    Requerimentos que exigem a fiscalização da denúncia foram encaminhados à órgãos responsáveis, como Dema e Ipaam e empresas podem ser ouvidas

    Imagem aérea mostra a dimensão do lixão que recebe material hospitalar, entre outros resíduos, há pelo menos três anos | Foto: Reprodução/TV Em Tempo

    Manaus - A presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputada estadual Joana Darc (PR), constatou a existência de um lixão clandestino na comunidade Coliseu, bairro João Paulo, próximo ao ramal do Brasileirinho, Zona Leste. O local, segundo a parlamentar é usado como destino do descarte de lixo hospitalar e resíduos de empresas de maneira irregular.

    A deputada se pronunciou na Aleam a respeito da denúncia feita pelos moradores da comunidade, ao Batalhão de Polícia Ambiental do Amazonas. De acordo com a denúncia, por pelo menos três anos, o lixo irregular é despejado no local. Várias denúncias foram registradas, mas, até o momento nada foi resolvido.

    Como presidente da Comissão de Meio Ambiente, a deputada Joana Darc enviou uma equipe técnica da comissão na tarde da última terça-feira (23), para observar a realidade do local. Para ela, esse tipo de descaso com o meio ambiente e com a comunidade que vive ao redor, é absurda tendo em vista a gravidade dos dejetos que estão sendo jogados no local.

    “Nós ficamos assustados com a situação que vimos no local. Verificamos que foi jogado uma camada de areia para tentar esconder os indícios, mas o mais alarmante é que tem material hospitalar, como seringas, material contaminado com sangue, e isso é totalmente arriscado para a população que vive naquele local”, disse Joana Darc.

    Rigor

    A deputada afirmou que a comissão agirá com rigor para fiscalizar essa denúncia. Segundo, se trata de empresas que estão despejando o lixo de maneira irregular, que recebem para dar destino apropriado a esse tipo de material hospitalar. “Nós faremos tudo que está ao nosso alcance para responsabilizar essas empresas e todos os envolvidos. Vamos averiguar se houve omissão de algum órgão que deveria estar cumprindo seu papel”, salientou.

    Joana Darc disse ainda que, se for necessário a comissão convocará as empresas para prestar esclarecimentos na Aleam. “Se for preciso pedir a cassação da licença dessas empresas que estão operando de forma irregular, nós vamos pedir, além disso iremos também atrás das empresas que contratam e vamos alertar sobre esta situação. Caso não haja correção, pediremos que estas empresas sejam multadas de forma rigorosa pelo Ipaam e demais órgãos responsáveis, e que este dinheiro seja reinvestido para as causas em defesa do meio ambiente ”, afirmou.

    A presidente da comissão ressaltou que após essa apuração feita pela equipe in loco, requerimentos foram feitos com base nas provas e informações levantadas, foram encaminhados aos órgãos de competência como a Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente (Dema) e também ao Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

    *Com informações da assessoria.

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