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    Biodiversidade


    Como a tecnologia pode transformar a Amazônia no Vale do Silício

    Graças à Floresta Amazônica, o Brasil tem o potencial de se tornar o “Vale do Silício da biodiversidade”. É o que defendeu Renata Puchala, gerente de sustentabilidade e impacto social da Natura, em palestra no Singularity Brazil Summit 2019, evento que aconteceu em São Paulo nesta quarta-feira

    RENATA PUCHALA, GERENTE DE SUSTENTABILIDADE E IMPACTO SOCIAL DA NATURA
    RENATA PUCHALA, GERENTE DE SUSTENTABILIDADE E IMPACTO SOCIAL DA NATURA | Foto: Divulgação

    São Paulo-  Graças à Floresta Amazônica, o Brasil tem o potencial de se tornar o “Vale do Silício da biodiversidade”. É o que defende Renata Puchala, gerente de sustentabilidade e impacto social da Natura. Em palestra no Singularity Brazil Summit 2019, evento que aconteceu em São Paulo nesta quarta-feira (12) Puchala defendeu que a tecnologia pode transformar a Amazônia. Para ela, big data, drones, satélites e sensores conseguirão otimizar e tornar mais eficientes os recursos naturais da maior floresta do mundo.  

    A executiva dá como exemplo um caso da Natura. Uma espécie de árvore que chegou a entrar na lista de extinção por ser alvo de madeireiros, ganhou outro uso. “Por meio de tecnologia, nós descobrimos um novo princípio ativo no fruto da árvore que começou a ser usado em nossos produtos”, diz. 

    Renata explicou que população não só deixou de desmatar, mas começou a ganhar três vezes mais com o cultivo da espécie.

    Floresta Amazônica tem uma enorme biodiversidade ainda não aproveitada
    Floresta Amazônica tem uma enorme biodiversidade ainda não aproveitada | Foto: Divulgação

    Para ela, a floresta tem uma grande biodiversidade ainda mal aproveitada de forma sustentável. Os impactos da preservação seriam sentidos em todas áreas. Por exemplo, o país poderia aumentar o uso do modelo de agricultura regenerativa, em vez da extrativista, se investisse em pesquisas no solo da floresta. “Tem mais vida embaixo da terra do que em cima. Fungos, raízes e bactérias abrem muitas oportunidades.”

    Puchala acredita que uma estratégia mais sustentável para a exploração da floresta só será possível, se o governo federal também se envolvesse. “Temos de criar um ecossistema próspero, interligando todos os stakeholders na causa”, afirma. 

    Com uma área que ocupa 60% do território brasileiro, a região da Amazônia Legal tem grande potencial de negócios, mas segundo Renata, a cultura extrativista ainda domina as estratégias de exploração. “Hoje, gado, extração de madeira, soja, mineração e hidroelétricas são as principais atividades econômicas da região, mas a floresta tem muito mais potencial em pé", finaliza. 

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