Fonte: OpenWeather

    Projeto Providence


    Instituto Mamirauá apresenta ‘big brother’ da floresta amazônica

    O sistema ajudará a gerenciar e prever impactos na biodiversidade da maior floresta topical do mundo

    O Instituto Mamirauá apresentou o projeto Providence, uma nova tecnologia de monitoramento da biodiversidade da Amazônia em tempo real
    O Instituto Mamirauá apresentou o projeto Providence, uma nova tecnologia de monitoramento da biodiversidade da Amazônia em tempo real | Foto: Divulgação

    Manaus -  O Instituto Mamirauá apresentou o projeto Providence, uma nova tecnologia de monitoramento da biodiversidade da Amazônia em tempo real. O sistema ajudará a gerenciar e prever impactos na biodiversidade da maior floresta topical do mundo, segundo o o diretor técnico-científico do instituto e pesquisador Emiliano Esterci Ramalho.

    “Nossa expectativa é que o Providence se torne um ‘big brother’ da floresta, e que as informações possam ser compartilhadas com a sociedade, visando aproximá-las do que está acontecendo com a Amazônia. A ideia é de que também seja usado para fins didáticos em escolas e subsidie dissertações de mestrado e teses de doutorado”, explicou o pesquisador.

    O Providence utiliza tecnologia de ponta para detectar, identificar espécies e monitorar a fauna na Amazônia.

    O projeto utiliza as imagens e os sons produzidos pelos animais na mata para identificar automaticamente as espécies. Essas informações são transmitidas em tempo real para os pesquisadores. Com uma rede de câmeras e microfones escondidos na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, a 600 quilômetros de Manaus, o projeto está automatizando o processo de monitoramento da fauna brasileira e identificando as espécies por conta própria, em tempo real.

    Atualmente, a maior parte do monitoramento de fauna depende de trabalhos de campo em que os cientistas percorrem o local realizando registros. Em outras situações, são deixadas armadilhas fotográficas com sensores de movimento, que fazem fotos ou vídeos de animais que passam diante dela.

    No caso do projeto Providence, os módulos instalados não apenas registram a imagem e o som do animal como também identificam a espécie através de um software. As câmeras são alimentadas por energia solar e os dados enviados em tempo real para os pesquisadores via satélite.

    Na primeira etapa do projeto, o sistema foi instalado em dez módulos de vídeo e áudio terrestres e era capaz de identificar 40 espécies, incluindo aves, mamíferos e répteis. “Nossa ideia é que até o ano que vem o sistema já identifique cerca de 100 espécies”, afirmou Emiliano Ramalho.

    A identificação era feita visualmente e também através dos sons que animais produzem como o canto de uma arara ou o urro de um macaco. Um módulo aquático também foi instalado no rio Amanã para a identificação acústica de botos.

     O projeto foi apresentado, na última terça-feira, em Campo Grande (MS), na Avenida da Ciência, espaço de exposições organizado pelo MCTIC, durante a 71ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que se estenderá até o próximo sábado (27).

    * Com informações da assessoria

    Leia mais:





    Comentários