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    Amazônia


    Wilson Lima e Bolsonaro se reúnem para discutir desmatamento

    O governador Wilson afirma que estados podem buscar recursos de países como Alemanha e Noruega diretamente, sem participação do governo federal, já que o envio de recursos do Fundo Amazônia foi paralisado

    Comitiva de Wilson contará com a presença do secretário de Meio Ambiente, Eduardo Taveira | Foto: Divulgação

    Manaus- O governador Wilson Lima (PSC) e o secretário de Meio Ambiente, Eduardo Taveira, se reúnem nesta terça-feira  (27), às 10h, em Brasília, com o presidente Jair Bolsonaro (PSL) e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para traçar planos para combater o desmatamento na Amazônia. Conforme a Nasa (Agência Espacial Norte-Americana), este foi o pior ano de queimadas na Amazônia, o que motivou o auxílio das Forças Armadas de setes Estados brasileiros para combater os incêndios.

    Na última sexta-feira, (23), Jair Bolsonaro assinou uma autorização preventiva para Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que começou a vigorar no sábado (24), quando a ação das tropas federais atuou na região de Porto Velho, capital de Rondônia.

    Além do uso de homens das Forças Armadas, o governo enviou aviões de combate ao fogo para a região.

    Sete estados já  pediram auxílio federal, como Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima, Mato Grosso, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso.

    Recursos

    O governador Wilson afirma que estados podem buscar recursos de países como Alemanha e Noruega diretamente, sem participação do governo federal, já que o envio de recursos do Fundo Amazônia foi paralisado devido às políticas do governo Bolsonaro, que fragilizaram a valorização dos recursos naturais, e o aumento hostilidade do ocupante do Palácio do Planalto para com os governos dos países doadores.

    O governador do Amazonas reforça que o o dinheiro internacional e o Fundo Amazônia são essenciais para a conservação da Amazônia. Para ele, uma das saídas é buscar verbas por meio de um consórcio ou individualmente, sem a presença do poder federal.

    Sobre as polêmicas quanto as origens dos incêndios, ele diz que os acontecimentos em nada têm a ver com as Organizações Não-governamentais (Ongs), como aponta o presidente.

    Ajuda de R$ 91 milhões

    Após reunião, o G7 decidiu desbloquear uma ajuda de emergência de 20 milhões de dólares (cerca de 91 milhões de reais) para a Amazônia, principalmente destinado ao envio de aviões Canadair de combate a incêndios, anunciaram o presidente francês Emmanuel Macron e o chileno Sebastian Piñera.

    Além da frota aérea, o G7 concordou com uma assistência de médio prazo para o reflorestamento, a ser apresentado na Assembleia Geral da ONU no final de setembro, para o qual o Brasil terá que concordar em trabalhar com ONGs e populações locais.

    Essa “iniciativa para a Amazônia” foi anunciada ao final de uma sessão da cúpula do G7 dedicada ao meio ambiente, durante a qual foi discutida a situação na Amazônia, que tem provocado grande preocupação internacional.

    Emmanuel Macron tornou a situação na Amazônia uma das prioridades da cúpula, apelando, para uma “mobilização de todas as potências” para lutar contra as queimadas e em favor do reflorestamento.

    “Devemos responder ao apelo da floresta que hoje arde na Amazônia de uma maneira muito concreta”, acrescentou, após desafiar o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

    Conforme os números mais recentes, 79.513 incêndios florestais foram registrados no Brasil desde o início do ano, com pouco mais da metade na Amazônia.

    Mais R$ 10 milhões

    O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, prometeu, ontem, 10 milhões de libras esterlinas (quases 12 milhões de dólares) em fundos para a Amazônia, em resposta aos incêndios que afetam a maior floresta tropical do planeta.

    O dinheiro será colocado imediatamente à disposição para ajudar e restaurar o habitat, anunciou o governo britânico em um comunicado divulgado na reunião do G7 em Biarritz.

    *Com informações da assessoria 

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