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    Meio Ambiente


    Unidades de conservação apresentam alternativas turísticas no Amazonas

    Uma das principais atividades para gerar renda local por meio da sustentabilidade é por meio das UC's

    Parque Nacional de Anavilhanas
    Parque Nacional de Anavilhanas | Foto: Reprodução

    Manaus - Responsável por movimentar milhões na economia, o turismo em áreas de conservação no Brasil vem sendo uma opção nos diversos biomas brasileiros, principalmente a Amazônia. O turismo de forma sustentável tem sido o principal objetivo das Unidades de Conservação existentes, que somente o Amazonas possui 42

    Unidades de Conservação (UC), entre elas os Parques Nacionais de Anavilhanas e Jaú, localizadas no município de Novo Airão. 

    As unidades de conservação são gerenciadas pelo Estado do Amazonas e mais Institutos e organizações que recebem verbas dos acordos realizados por meio do governo federal para promoverem e utilizarem recursos que atraem mais visitantes locais e de outros estados e países. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade é o órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pela gestão de 334 unidades federais. 

    As unidades de conservação possuem extrema importância para além da preservação e sustentabilidade. É possível movimentar a economia local por meio de manejo e também pelo turismo, contrariando a ideia de que as unidades de conservação são áreas intactas. Na região Amazônica, o Amazonas é o estado que possui mais unidades de conservação para a prática turística e que atrai mensalmente visitantes para o conhecer a região por meio do turismo segmentado como: a pesca esportiva, trilhas aquáticas e o turismo de base comunitária.

    Parque Nacional de Anavilhanas 

     O Parque Nacional de Anavilhanas fica localizado no município de Novo Airão, distante a 195 km da capital r pode ser visitado por acesso fluvial, viário e aéreo. O município que é referência em ecoturismo no Amazonas, possui um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo com aproximadamente 3 mil quilômetros de hectares. O Parque de Anavilhanas possui programação disponível durante o ano inteiro, mesmo com diferenciações da seca e cheia do nível da água do rio. No local, a programação turística é uma das principais rendas da cidade e consistem em visitas aos botos, trilhas terrestres, passeios de barcos, conhecer as comunidades ribeirinhas e os produtos produzidos pela comunidade, como o artesanato. 

    O parque é uma unidade de conservação administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que é vinculado ao Ministério de Meio Ambiente ao Sistema Nacional do Meio Ambiente e recebe verbas por meio do governo federal, tendo em vista que a ICMBio é o órgão federal responsável pelas unidades de conservação. 

    Parque Nacional de Juá 

     Parque Nacional de Juá em Novo Airão
    Parque Nacional de Juá em Novo Airão | Foto: Divulgação

    Também localizado no município de Novo Airão e administrado pela ICMBio, o Parque Nacional de Juá é uma unidade de conservação que também incentiva o turismo local. A unidade de conservação como turismo oferece acampamentos ou pernoite em casa dos ribeirinhos e focagem noturna de animais, além das trilhas na mata e transporte fluvial.

    Ambos os parques nacionais apresentam grande importância devido sua biodiversidade e conservação que serve de fontes para pesquisas. cientificas. 

    Turismo de Base Comunitário 

    Uma modalidade para o turismo nas unidades de conservação é o Turismo de Base Comunitário que tem objetivo oferecer aos visitantes a experiência de conhecer e vivenciar a rotina de comunidades ribeirinhas que vivem em unidades de conservação. No Amazonas, existem instituições que realizam essas atividades turísticas, como o Instituto Mamirauá e o Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (Idesam). 

    O projeto do Instituto Mamirauá atua desde 1998 no Turismo de Base de Comunitária em Uacari, localizada no município de Tefé (distante a 520 km da capital).  O projeto desenvolvido pelo instituto promove a renda local, por meio de realização dos serviços turísticos que a Instituição realiza no local, com o objetivo de contribuir para a conservação dos recursos naturais e desenvolver a experiência do turismo na região.

    Já o trabalho realizado pelo Idesam fica localizado em unidade de conservação, conhecida como Reserva de Desenvolvimento Sustentável RDS) Uatumã (distante a 330 quilômetros de Manaus) e tem mais de 400 mil hectares e onde possui uma comunidade de 340 família. O turismo desenvolvido para o Uatumã envolve que o turista participe de festas, interaja com lendas regionais, realize pesca esportiva e também possa aproveitar as opções de lazer na área.  O projeto que teve início em 2006, vem por anos sendo desenvolvido, pois é necessário que haja acordo em todos os envolvidos.

    Museu da Amazônia 

    Museu da Amazônia (Musa)
    Museu da Amazônia (Musa) | Foto: Reprodução

    Já em Manaus, o Museu da Amazônia (Musa), também é um exemplo de unidade de conservação e de administração própria. Localizado em um das maiores reservas na Zona Urbana, na Reserva Florestal Adolpho Ducke, na Zona Leste de Manaus. O Musa é uma unidade de conservação e conta com uma torre de observatório da reserva, que possui 42 metros. A unidade de conservação também registra trilhas e diversas atrações.

    É uma instituição sem fins lucrativos e possui um Conselho Administrativo e obtém recursos para execução de seus projetos por meio de convênios, acordos ou contratos em entidades de direito público ou privado, nacionais ou internacionais, de acordo com o seu regulamento. 

    Projetos

    O Estado é o principal órgão para fiscalizar e administrar as unidades de conservação, que possuem impactos nas esferas estaduais e federais. O governo, por meio da Secretaria do Estado do Meio Ambiente (Sema), possui mais projetos para desenvolver turismo em unidades de conservação na Amazônia.

    Um dos projetos apresentados pela Sema, ainda em 2019, inclui o Lago Januari (localizado a) para ser transformados em Turismo de Base Sustentável. O projeto da Sema inclui o ordenamento de turismo na região, garantindo o bem-estar animal e a geração de renda sustentável para as comunidades no entorno. Atualmente, a região está inserida em duas unidades de conservação: Proteção Ambiental (APAs)  Encontro das Águas, de responsabilidade municipal e da Apas Paduari-Solimões, de responsabilidade Estadual.

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