Fonte: OpenWeather

    Meio Ambiente


    Em 15 anos, Amazônia poderá deixar de absorver CO2, diz estudo

    De acordo com a Universidade de Leeds, no Reino Unido e demais pesquisadores da Bélgica as florestas tropicais podem parar de absorver CO2 e com isso aumentar os gases de efeito estufa no planeta

    O estudo analisou 300 mil desses biomas e descobriu que a causa do fenômeno é o aumento de gases tóxicos pelo ser humano | Foto: Reprodução

    Manaus - Nos últimos anos as florestas tropicais estão sendo as principais vítimas da globalização e da modernização urbana, devido o desmatamento, à degradação de terras e aos incêndios os biomas estão perdendo a capacidade de absorção de dióxido de carbono (CO2), podendo chegar a produzirem mais do que absorve nos próximos 15 anos.

    O estudo foi desenvolvido pela Universidade de Leeds, no Reino Unido, em conjunto com pesquisadores do Belgium's Royal Museum, na Bélgica que ao longo de 30 anos avaliou 300 mil árvores desses biomas.

    Já em 2010 a pesquisa concluiu que as florestas tropicais tinham perdido um terço de sua capacidade de absorção de carbono.

    Em 2018, a temática já havia sido abordada na capital amazonense pelo Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa), Fapespe e Instituto Wilson Center, no Workshop “As dimensões cientificas sociais e econômicas do desenvolvimento da Amazônia.

    De acordo com os estudos desenvolvidos, a causa de as florestas diminuírem em 50% da sua capacidade de absorção de dióxido de carbono está relacionada ao aumento de emissões toxicas causadas pelos seres humanos. A floresta amazônica também tem a capacidade de capturar CO2 da atmosfera por meio da fotossíntese, mas essa atividade está cada vez mais comprometida devido o desaparecimento de árvores seja por incêndios, secas ou desmatamentos. Os fatores podem resultar na saturação dos biomas.

    O dióxido de carbono é um dos principais gases responsáveis pelo efeito estufa no planeta, derivado da queima de combustíveis fósseis (carvão, gasolina, diesel). E apesar de o fenômeno trazer alguns benefícios para a Terra ele está aumentando rapidamente no último século, nos últimos 140 anos a temperatura do nosso planeta aumentou em média 0,76 °C, apesar de parecer pouco esse aumento é suficiente para desequilibrar o clima terrestre é o que explica o ambientalista e pesquisador Fabio Brito, 58, que é especialista em reflorestamento ambiental.

    “As árvores produzem oxigênio e isso todo mundo sabe só que elas estão deixando de existir, trazendo o problema para nossa cidade, é muito mais preocupante, temos um clima úmido e de pouca ventania se tira as arvores ficara cada vez mais insuportável viver nessa temperatura. O efeito estufa protege a gente da radiação da atmosfera, mas ele está aumentando gradativamente se as arvores começarem a produzir CO2 estaremos tomados por gases prejudiciais”, explicou o profissional. 

    Um dos principais fatores para a redução da absorção da mata, segundo os autores do estudo é a grande quantidade de fosforo presente no solo. Na prática, se a mata absorve menos CO2, tende a contribuir também em menor parcela para a redução dos gases de efeito estufa no planeta.

    “Outro problema que aumenta o desmatamento é as invasões e os lixões em céu aberto, enfrentamento isso em todo pais, porque o ser humano desmata e não repõe e as árvores que restauram ainda deixam de existir com a consequência do fenômeno. Não há tempo a perder é preciso começar a preservar e replantar já”, alertou Fabio. 

     Os cientistas também descobriram que o aumento da temperatura média anual e a seca desde 2000 reduziram o crescimento das florestas.

    Desmatamento no Brasil

    O desmatamento ambiental é crime e por consequência viola o direito, no entanto, qualquer dano ou prejuízo causado aos elementos que compõem o ambiente, flora, fauna, recursos naturais e o patrimônio cultural, sendo violado o direito protegido, é passível de punição e este instituto é regulado pela Lei n. º 9.605 de 13 de fevereiro de 1998, Lei dos Crimes Ambiental, que determina as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. Mas de acordo com Fabio isso nem sempre acontece.

    “Eu possuo uma vegetação de 210 hectares, com árvores que chegam a idade adulta com 100 anos, é a minha contribuição para s próximas gerações e para o nosso planeta, mas só no último ano ela já foi invadida sete vezes por grupos que desejam se apropriar do local e desmatar eu entro na justiça e consigo retirar eles, mas nem sempre eles realmente pagam pelo o que fizeram”, lamentou o ambientalista. 

    A propriedade do ambientalista é privada e é onde ele promove estudos e deixa o ensinamento que ele passa a sua filha com a intensão de que a próxima geração possa dar continuidade a preservação.

    “Eu planto 200 árvores por ano me sinto muito feliz de saber que eu colaborei de alguma forma com o ecossistema e eu ensino a minha filha a continuar com esse propósito porque todos saem ganhando, nós, os animais, as florestas e os próximos seres humanos”, finalizou o profissional. 

    Para o pesquisador a solução para que a floresta não sofra e pare de contribuir com a absorção de gases é a população ser consciente de que os biomas devem ser mantidos e preservados para que a vida continue sendo gerada em diversas categorias. 

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