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    Estudo no AM pode auxiliar no diagnóstico do câncer de colo de útero

    O câncer de colo de útero pode surgir a partir dos 25 e 30 anos de idade. A pesquisa pretende realizar o diagnóstico precoce para aumentar a chance de cura

    Dra Priscila Ferreira Aquino é coordenadora do projeto
    Dra Priscila Ferreira Aquino é coordenadora do projeto | Foto: Érico Xavier/Fapeam

    Manaus - O câncer de colo uterino é o mais incidente entre mulheres no Amazonas. Para alertar a população amazonense sobre esta doença, o governador do Amazonas, Wilson lima, sancionou em 11 de janeiro deste ano a Lei n◦ 4.768/2019, que instituiu o “Movimento Estadual Março Lilás”, de prevenção ao câncer de colo uterino.

    Este tipo de câncer pode ser evitado, no entanto, caso a doença já afete a paciente, o diagnóstico precoce aumenta a chance de cura.

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    A pesquisa recebe apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam)
    A pesquisa recebe apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) | Foto: Érico Xavier/Fapeam

    Uma pesquisa científica apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) pode auxiliar nas possíveis condutas de rastreamento para o melhor prognóstico das Neoplasias Intraepiteliais Cervicais (NICs), ou seja, na avaliação das lesões precursoras do câncer de colo de útero.

    De acordo com a coordenadora do projeto, Priscila Ferreira de Aquino, o estudo é feito com 91 mulheres atendidas na FCecon, com idades entre 18 e 85 anos, diagnosticadas com lesões de alto grau no colo uterino.

    Vírus 

    Segundo Priscila, o câncer de colo de útero pode surgir a partir dos 25 e 30 anos de idade e seu desenvolvimento é precedido por NICs, ou seja, por lesões pré-malignas, que de acordo com o grau de anormalidade nas células epiteliais, variam em três tipos: I, II e III. O vírus do papiloma humano (HPV) é um dos principais agentes etiológicos responsável pela evolução da doença.

    “A infecção persistente provocada por um ou mais dos subtipos oncogênicos de HPV, pode ser uma das causas para o desenvolvimento das NICs e, até mesmo, a progressão da doença para o câncer”, disse.

    Para o estudo foram selecionadas mulheres com diagnóstico histopatológico compatíveis com os tipos NICs II ou III. As pacientes foram entrevistadas para a avaliação dos dados epidemiológicos. 

    “As amostras serão utilizadas tanto para a análise do conjunto de proteínas presentes nos tecidos coletados quanto para detectar a presença ou não do DNA do HPV, definir o subtipo viral, e, consequentemente o risco da paciente vir a ter o câncer. Esses elementos ainda terão os dados associados a outras análises mais abrangentes", informou.

    Com base nas análises, os pesquisadores devem obter informações, como, por exemplo, a presença de possíveis indicadores que poderão auxiliar na detecção  precoce das lesões no colo do útero e melhor prognóstico para o tratamento das NICs, evitando uma evolução para o câncer de colo uterino. 

    Câncer de colo de útero

    De acordo com a coordenadora do projeto, Priscila Ferreira de Aquino, o estudo é feito com 91 mulheres atendidas na FCecon, com idades entre 18 e 85 anos, diagnosticadas com lesões de alto grau no colo uterino.
    De acordo com a coordenadora do projeto, Priscila Ferreira de Aquino, o estudo é feito com 91 mulheres atendidas na FCecon, com idades entre 18 e 85 anos, diagnosticadas com lesões de alto grau no colo uterino. | Foto: Érico Xavier/Fapeam

    A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) informa que em 2016 foram diagnosticados de 671 casos de câncer de colo de útero no Estado. 

    Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), no biênio 2018/2019, estima-se para o Brasil 16.370 casos novos de câncer de colo de útero, uma taxa bruta de 15,43 a cada 100 mil mulheres.

    Para o Amazonas, esse número é bem maior, estima-se cerca de 840 casos novos de câncer de colo de útero, uma taxa bruta de 40,97 a cada 100 mil mulheres. Desses casos novos do Estado, cerca de 640 serão mulheres residentes em Manaus.

    De acordo com o Inca apesar da sua importância epidemiológica, o câncer do colo uterino possui alto potencial de cura quando diagnosticado em estágios iniciais.

    HPV

    Papiloma vírus humano (HPV): é o vírus mais comum de infecção sexualmente transmissível no mundo e que desempenha um papel importante no câncer de colo de útero. Possui diversos subtipos, sendo o HPV-16 e 18 os mais oncogênicos, responsáveis por mais 70% dos cânceres cervicais.

    O estudo é desenvolvido no Instituto Leônidas e Maria Deane (Fiocruz Amazônia), em parceria com a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon), Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Instituto Carlos Chagas (ICC-Fiocruz-Paraná), por meio do Programa de Pesquisa para o SUS: Gestão Compartilhada em Saúde (PPSUS), Chamada Pública Nº 001/2017.

    * Com informações da assessoria da Fapeam

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