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    Tecnologia


    Amazonense cria aplicativos educativos em Realidade Aumentada

    Objetivo dos apps educativos em Realidade Aumentada é colocar Brasil no futuro

     

    Keurem Maia Marçal, 37
    Keurem Maia Marçal, 37 | Foto: Divulgação

    Manaus (AM) - Todo mundo sabe o drama que é para uma criança aprender quantas faces, vertex ou linhas possui um poliedro, certo? As partes do corpo humano nem se fala. E as projeções cartográficas? Um drama que está com os dias contados, porque uma mulher amazonense, de Itacoatiara, quer mudar esse cenário. Keurem Maia Marçal, 37, criou aplicativos em Realidade Aumentada para cinco disciplinas que vão revolucionar o ensino fundamental no Brasil. Muitos professores, inclusive de outros países, já estão experimentando a novidade com seus alunos. 

    Os softwares são de baixo custo, fácil acessibilidade e diminuem o tempo de aprendizagem, inclusive na criança com TDHA (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e atendem uma das dez competências da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) do Ministério da Educação. 

    A professora de Geografia do Rio de Janeiro, Priscila Melo, já está usando os aplicativos em suas aulas. Ela considera o sistema bastante democrático, uma vez que, por ser possível seu uso sem internet, é viável trabalhar muito bem com todos os alunos, inclusive da rede pública de ensino em qualquer parte do país.

    “O sistema em RA (Realidade Aumentada) mudou minha forma de ensinar, pois muitos conceitos são bastante abstratos para explicar aos alunos. E quando a gente mostra em Realidade Aumentada, ali no ambiente dele, as coisas se iluminam e eles conseguem entender completamente o assunto que estávamos falando na teoria. É muito maravilhoso. Os alunos ficam encantados, os professores também e esse sistema chegou para trazer uma revolução no ensino”, avalia a professora idealizadora do Canal no YouTube, Pri Gel, destinado ao ensino das tecnologias na educação.

     

    Com mais autonomia, ele passa a aprender ativamente, participando e interagindo com o conteúdo
    Com mais autonomia, ele passa a aprender ativamente, participando e interagindo com o conteúdo | Foto: Divulgação

    Cinco aplicativos em RA

    O sistema tecnológico da Lions Studios promove um ambiente mais colaborativo entre educador e aluno, no qual a tecnologia é usada como ferramenta educacional e possibilita ao aluno um estímulo essencial no processo de aprendizagem.

    Com mais autonomia, ele passa a aprender ativamente, participando e interagindo com o conteúdo. 

    O sistema é o que tem de mais avançado para educação. Imagine ao apontar o celular para o AR code impresso do vulcão e o aluno conseguir visualizar uma erupção virtual, ou ver o esqueleto e órgãos de uma cobra, ou explorar os sistemas do corpo humano?

    Só para se ter uma ideia, o projeto coloca o Brasil à frente dos Estados Unidos nesse item. Até porque, lá na terra do Tio Sam, a previsão é que só daqui há dois anos, eles passem a usar RA no material didático. 

    São 112 conteúdos em 3D, em três idiomas (português, inglês e espanhol), com ilustrações que simulam a realidade nas seguintes disciplinas: Matemática, Corpo Humano, Ciências, Universo e Geografia. 

    “A coleção em Realidade Aumentada para o ensino fundamental dois, é uma ferramenta simples e objetiva. É excelente tanto para aula remota, como para presencial. Os conteúdos estão de acordo com as normas da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) do Ministério da Educação. Graças a Deus que muitos professores já estão conhecendo e tendo acesso aos aplicativos, mas desejamos que esse projeto seja uma realidade em todo o Brasil. Com certeza, vai ser muito benéfico”, deseja a empresária Keurem Maia Marçal.  

    Desbravadora

    E foi movida à curiosidade, que Keurem desafiou o universo masculino dos games, aprendeu 2D, 3D e Realidade Aumentada, usada no famoso game Pokemon Go. 

    Com quatro filhas em idade escolar, ela e o marido, Gilberto Santos, 41, viam-se desafiados a pensar em algo que pudesse facilitar o aprendizado das mesmas. 

    Fascinada por tecnologia, contando com o apoio do marido e com o próprio “laboratório” em casa, as filhas, a empresária desenvolveu cinco aplicativos que facilitam a vida dos estudantes do 6º ao 9º ano (Ensino Fundamental II) e, por tabela, dos professores e pais. 

    A trajetória de Keurem iniciou quando ela desbravava computação gráfica nas madrugadas. E fazia isso enquanto amamentava sua segunda filha, a Júlia.

    Desde então desenvolveu alguns projetos interessantes até chegar aos aplicativos. E, neste período de pandemia, a iniciativa pode diminuir o tempo de aprendizagem de forma eficaz e lúdica, inclusive em crianças com algum déficit de atenção.  

    “Eu e meu marido víamos as nossas dificuldades para ajudar nossas filhas nas tarefas escolares e pensamos nos pais que tem filhos com déficit de atenção, pouco ou nenhum acesso à internet para estudar os conteúdos escolares. Pensamos também nas dificuldades de quem não possui um celular com configurações mais robustas. Por isso, os cinco aplicativos são leves e, após instalados, funcionam sem a necessidade de internet. E a impressão do conteúdo, em forma de card com as imagens em 3D, pode ser feita em qualquer papel e em preto e branco”, contou a empresária.

    Keurem é mãe de Fernanda (14), Júlia (11), Elizabeth (7) e Eva (5) e seu marido, assim como ela, também é autodidata em tecnologia.

     

    Keurem é mãe de Fernanda (14), Júlia (11), Elizabeth (7) e Eva (5) e seu marido, assim como ela, também é autodidata em tecnologia
    Keurem é mãe de Fernanda (14), Júlia (11), Elizabeth (7) e Eva (5) e seu marido, assim como ela, também é autodidata em tecnologia | Foto: Divulgação

    Ganhando o mundo

    De acordo com o empresário Gilberto Júnior, o interesse pelos aplicativos são demonstrados por meio da procura diária no site www.lionstudios.com.br, nos relatos de professores e alunos que já conhecem ou desejam ter em suas escolas.

    “Em média, todo dia, nós recebemos o feedback das pessoas comentando ao acessar o site que recebe, no mínimo, três mil visitantes por dia do Brasil e países como Canadá, Estados Unidos. Tem professores de Portugal e Japão que já possuem as licenças, além de brasileiros de vários estados como Minas Gerais e Rio de Janeiro”, conta o empresário.

    Para quem tem contato com o conteúdo dos aplicativos desde sua criação e é apaixonada por games, estudar em Realidade Aumentada, facilita o aprendizado. 

    “Foi incrível ver os assuntos da escola também em Realidade Aumentada. Ver o processo do aterro sanitário em RA, ficou muito mais fácil de aprender. Vou até pedir para minha mãe para ela desenvolver aplicativos para todas as matérias. Com certeza a educação no Brasil tem muito a ganhar com isso”, acredita a estudante e filha mais velha do casal, Fernanda, de 14 anos. 

    A professora Priscila Melo concorda com Fernanda que a Realidade Aumentada traz luz a muitos dos conceitos e conteúdos trabalhados em sala de aula.

    “E quando o aluno tem contato com esses aplicativos, tudo se torna mais claro, mais palpável. Ele consegue ver, no ambiente dele, coisas que antes ficavam só na imaginação. Esse sistema traz um ganho absurdo ao processo de aprendizagem, ao processo cognitivo e eu sou muito apaixonada por esse material”, declara.

    A licença anual e individual para cada aplicativo custa R$ 24,90 e pode ser adquirida pelo www.lionstudios.com.br, mas há descontos bem mais acessíveis para compras coletivas.

    *Com informações da assessoria

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