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    Saiba como aumentar a segurança do celular e dos apps de mensagens

    EM TEMPO dá dicas de como deixar o WhatsApp e o smartphone mais seguros

    De janeiro a fevereiro deste ano, a Polícia Civil do Amazonas registrou 174 Boletins de Ocorrência | Foto: Reprodução

    MANAUS - Proteger os dados contidos no celular é uma preocupação frequente, já que os dispositivos acumulam informações importantes, como dados bancários, registros de atividades pessoais, fotos e conversas íntimas. Atualmente, pessoas mal-intencionadas podem se utilizar de diferentes artifícios para conseguir acesso a esses dados, seja por meio de stalkerwares, clonagem de aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, ou invasão da rede Wi-Fi.

    Aumento de BO's

    De janeiro a fevereiro deste ano, a Polícia Civil do Amazonas registrou 174 Boletins de Ocorrência (BOs) com relatos sobre invasões de dispositivos. Essas informações são relacionadas aos casos de clonagem de aplicativos, entre outros tipos de crimes dessa modalidade envolvendo aparelhos telefônicos e computadores. No mesmo período do ano passado, foram contabilizados 51 casos.

    O crime de invasão de dispositivo informático está previsto no art. 154-A do Código Penal, inserido pela Lei nº 12.737, de 30 de novembro de 2012. A tipificação penal foi denominada de “Lei Carolina Dieckmann”, em alusão à atriz brasileira que em maio de 2012 teve fotos íntimas publicadas indevidamente na internet, coletadas por “hackers” que invadiram seu computador e passaram a exigir dinheiro da atriz para que suas fotos não fossem publicadas na grande rede. A pena prevista para o crime é de detenção de três meses a um ano, além de multa.

    A professora Sângela Santana foi uma das vítimas de ataques de “hackers”. “Eu tinha o hábito de colocar dados do meu cartão de crédito em forma de texto no meu celular, inclusive, senha de segurança. Um certo dia chegou uma mensagem no meu aparelho avisando sobre uma compra em um aplicativo de entregas de comida. Na hora eu liguei para o meu banco e pedi para eles bloquearem meu cartão. Tenho certeza que mais ninguém tem os dados do meu cartão de crédito e acredito que eles conseguiram esses dados invadindo meu celular”, conta ela.

    O advogado Aldo Evangelista, especialista em direito digital diz como os criminosos agem. “Quando eles não conseguem entrar em seu computador ou celular, eles ligam para a pessoa dizendo que ela ganhou um prêmio ou algo assim e pedem seus dados”, conta ele.

    Aldo Evangelista conta que é possível abrir um processo judicial. “Primeiro procure um advogado especialista em direito digital. A ação pode ser ingressada na vara penal. Utilizar a conta de outra pessoa para ganhar proveito é crime de estelionato". A pena para estelionato comum varia de um a cinco anos de prisão.

    Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), mais de 12 milhões de brasileiros já sofreram algum tipo de golpe financeiro pela internet nos últimos anos, o que representa um prejuízo de quase R$ 2 bilhões somente em fraudes.

    As recomendações são:

    - Proteja o WhatsApp com senha

    - Proteja o Telegram com senha

    - Proteja a conta Google e o Apple ID com autenticação em duas etapas

    - Coloque uma senha no smartphone

    - Configure um bloqueio para a tela do celular

    - Tome cuidado ao compartilhar códigos recebidos por SMS

    - Instale somente aplicativos da loja oficial

    - Apague os dados do seu aparelho caso ele seja perdido ou roubado

    Golpe do pix

    Esse tipo de golpe apresenta uma "falha" ao executar qualquer atividade no sistema eletrônico. O próprio Banco Central já alertou que não há qualquer "bug" no Pix. A Febraban ressalta que o cliente sempre deve desconfiar de mensagens que prometem dinheiro fácil e que chegam pelas redes sociais ou e-mail.

    O professor Rafael Silva, coordenador do curso de Defesa Cibernética da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap) alerta que as instituições financeiras não costumam entrar em contato com os usuários pedindo para que a senha seja alterada e, por isso, mensagens de texto ou e-mails que chegam com este pedido devem ser ignorados.

    “Assim como todo o método de pagamento e transferência, o Pix não é diferente. O usuário tem que tomar cuidado com os dados pessoais. Ele tem chaves, que ele tem que cadastrar e essas chaves podem estar públicas se algum tipo de dado desse usuário tiver vazado", explicou Silva

    Golpe do WhatsApp

    A jornalista Alessandra Aranha teve a sua conta no aplicativo hackeada. “Eles chegaram até mim por meio de uma reclamação que eu havia feito em um site de viagens. Coloquei meu nome e telefone e isto é público na página. Dias depois um perfil no instagram falso com o nome da agência de viagens veio falar comigo no direct e disse que iam reembolsar o valor da passagem. Eles então pediram um código enviado para o meu celular. Na hora meu aplicativo travou. Não recebia mensagens e nem conseguia enviar. Achei estranho na hora. Foi quando uma amiga veio à minha casa perguntar se eu estava pedindo dinheiro pelo meu perfil. Foi aí que caiu a ficha”, conta ela.

    O advogado Aldo Evangelista explica como os golpistas agem para clonar o aplicativo. “O criminoso sempre pede um código que chega no celular da proprietária da conta via SMS. Isso ocorre porque toda vez que você utiliza o aplicativo ele é voltado para um número de celular. Então no celular ele ativa a conta com facilidade. Geralmente eles dizem que você ganhou um prêmio e precisa fornecer o código ou qualquer outro assunto".

    Para fazer a autenticação em duas etapas do WhatsApp, siga estes passos:

    - Entre no menu de configurações do WhatsApp;

    - Clique em "Conta";

    - Depois, em "Confirmação em duas etapas";

    - E, finalmente, estabeleça uma senha e um e-mail de segurança.

    Engenharia social com WhatsApp

     

    Golpista usa suas foto e dados para se passar por você e pedir dinheiro
    Golpista usa suas foto e dados para se passar por você e pedir dinheiro | Foto: Reprodução/Whats app

    Esse é um tipo mais comum. O criminoso escolhe uma vítima, pega uma foto dela em redes sociais, cria uma nova conta no WhatsApp e, de alguma forma, consegue descobrir números de celulares da sua lista de contatos. Após isso, o bandido manda mensagem para amigos e familiares da vítima, alegando que teve de trocar de número devido a algum problema. Em seguida, pede uma transferência via Pix, dizendo estar em alguma situação de emergência. A orientação é ter cuidado com a exposição de dados em redes sociais.

    Proteja a Conta Google e o Apple ID

    Google: No painel de segurança da sua conta Google, você pode ativar a verificação em duas etapas. O Google permite que você use um aplicativo gerador de código, códigos recebidos por SMS ou uma chave de segurança (método mais seguro, mas que requer a compra da chave). O uso do aplicativo gerador de código (Google Authenticator) é o método mais indicado.

    Importante: Se você perder o acesso à sua linha ou ao seu telefone, você pode ficar impossibilitado de obter os códigos da verificação de duas etapas e não será possível recuperar o acesso à sua conta. Você deve gerar e guardar os códigos de backup, que são números de acesso fixos para serem usados no caso de problemas com o método preferencial.

    Apple: Para ativar essa segurança extra a partir de um iPhone, siga estes passos:

    - Clique em "Ajustes";

    - Clique na opção de Apple ID, onde está o nome cadastrado no celular;

    - Clique em "Senha e Segurança";

    - Ative a autenticação em duas etapas, caso ela ainda não esteja ativada;

    - E adicione seu número aos "celulares confiáveis".

    Na conta Apple, a autenticação em dois fatores é ligada aos dispositivos da empresa e ao número de telefone. Assim, para se conectar à conta da Apple, além de saber a senha, um invasor precisaria também do código que é enviado a um dos aparelhos cadastrados na Apple ID.

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