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    Mistério


    Você acredita em extraterrestre? Conheça relatos de aparições no AM

    Ao menos na imaginação das pessoas, os Objetos Voadores Não-Identificados (Ovnis) são naves de outros planetas. A ciência não dá crédito a eles, mas algumas aparições nunca foram bem explicadas

    Suposta aparição de ovnis. | Foto: Divulgação

    Manaus - A polêmica em torno de supostas visitas de seres extraterrestres na Amazônia não é diferente das que se observam em outras partes do mundo. Enquanto a ciência rejeita o tema, pesquisadores analisam evidências em busca de explicações consistentes para os fenômenos descritos por pessoas que asseguram terem tido contato com seres de outros planetas.

    É evidente que há charlatanismo, fantasias e muita mentira. Não entanto, por outro lado há também um fundo de verdade como afirmam ufólogos. “É racional acreditar que vivemos em uma galáxia e que, entre tantas outras, não há vida inteligente?”.

    A ufóloga formada em sociologia Umaia Ismail, relata com detalhes as experiências de terceiro grau que viveu em seu livro “Contatos extraterrestres na Amazônia”. O livro foi escrito em forma de relato e trata sobre uma série de acontecimentos, entre visitas e contatos telepáticos ocorridos com uma jovem de 23 anos no Amazonas.

    Umaia Ismael durante palestra sobre ufologia.
    Umaia Ismael durante palestra sobre ufologia. | Foto: Divulgação

    Muitos ufólogos admitem que a maior parte dos objetos relatados como Objetos Voadores Não-Identificados (Ovnis) podem ser descartados como enganos ou fraudes. A polêmica se concentra sobre um pequeno resíduo, algo como 2% de casos sem explicação.

    O professor de geografia Elberth Nascimento relata ter testemunhado aparição de ovnis por duas vezes. “Eu vi um ponto luminoso com uma variação de cores que fazia movimentos extremamente velozes em forma de ‘zigue-zague’. Isso durou cerca de 10 segundos. Consegui chamar mais uma pessoa para ver, e pouco depois começou a chover”, disse.

    “Na segunda vez, por volta de 2h, vi uma luz um pouco maior que uma estrela. Esse eu consegui mostrar para mais pessoas porque foi mais demorado. Ele se movimentava de cima para baixo e durou cerca de dois minutos. Foi assustador”, contou Elberth.

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    De acordo com a ufóloga Umaia, existem dois tipos de ufologia, a chamada ufologia científica, que se baseia em fotos, documentação e relatos. E a ufologia avançada, que trata de comunicações telepáticas à distância com seres que falam que são extraterrestres.

    Em um dos casos famosos, supostamente, ocorridos em Manaus, em outubro de 1974, moradores do bairro Parque 10 relatam que por volta das 20h, uma enorme bola de fogo apareceu no céu da cidade no sentido Norte para o Sul de Manaus. "Se movia lentamente e deu nitidamente para ver", diz o relato publicado em uma rede social.

    Nos dois segmentos da ufologia existem especialistas em informações fraudulentas, assegura Umaia. Eles analisam fotos, vídeos e relatos para verificar veracidade. “Quem se dedica a ufologia avançada aprende a analisar e comparar as informações fornecidas por pessoas que dizem contatar seres extraterrestres por meio da telepatia”.

    “No meu artigo da revista UFO, eu mostro que quando uma pessoa faz um relato, dezenas de pessoas arriscam sua reputação para informar abertamente que foram levados para naves e que houve um desenrolar de acontecimentos dentro da nave e é por isso que há um certo padrão de relatos independente do lugar do mundo. Uma pessoa que fez contatos com extraterrestres na China, faz relatos semelhantes ao das pessoas que tiveram experiências na Rússia”, disse.

    “Se as pessoas falam que na nave há uma porta com maçaneta, o relato provavelmente será considerado fraudulento. Por padrão, as portas se fecham de forma orgânica, desaparecem completamente”, completou a ufóloga.

    Em todos os casos que Umaia acompanhou, mesmo de frente para os extraterrestres, a comunicação aconteceu por via telepática, garantiu ela. “Eles não falam e isso é um indício muito forte de que também podem se comunicar a distância. No livro, eu conto a história de uma moça que começou a receber informações por meio da escrita automática. Eles escreviam mensagens e ela pediu para alguém decifrar. Passaram informações sobre a vida no planeta deles”, finalizou.

    Os cientistas se recusam a acreditar em extraterrestres até que apareçam provas realmente convincentes. Por trás dessa briga está o eterno conflito entre o método científico e as pseudociências. Porém Ovnis não são produto da imaginação das pessoas. É isso o que indicam os registros oficiais da Força Aérea Brasileira, que desde 1952 mantém arquivos confidenciais catalogando todos os avistamentos de ovnis nos céus do país, que, não necessariamente, seriam naves de extraterrestres, mas objetos voadores não identificados. São mais de 2.600 páginas de documentos, que começaram a ser liberados pelos militares e que hoje estão no Arquivo Nacional, em Brasília.


    Edição: Luis Henrique Oliveira


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