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    TENSÃO NA VENEZUELA


    Entorno de Nicolás Maduro recuou na Venezuela, dizem EUA

    Assessor de Segurança Nacional de Trump, John Bolton, acusa cúpula chavista de não cumprir acordo para apoiar Juan Guaidó

    De acordo com o assessor de segurança nacional de Donald Trump, Maduro recuou a pedido dos russos | Foto: Divulgação

    Washington, DC - Em meio ao iminente fracasso da manobrada liderada pelo líder opositor Juan Guaidó, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, John Bolton, garantiu que a cúpula do chavismo na Venezuela recuou depois de ter negociado apoio para derrubar Nicolás Maduro. Seja uma revelação ou um blefe, a mensagem representa uma ofensiva para tentar dividir o governo venezuelano.

    Em uma mensagem de vídeo, Bolton deu nome aos que seriam traidores: o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, o presidente del Tribunal Superior de Justiça, Maikel Moreno, e o comandante da guarda presidencial, Iván Hernández Dala. Os três teriam concordado em apoiar Guaidó. “Acabou o tempo de vocês”, disse Bolton, se referindo aos três.

    “Essa é sua última chance. Aceitem a anistia de Guaidó, protejam a Constituição e removam Maduro, e nós tiraremos vocês da lista de sanções. Continuem com Maduro e afundem com o navio.”

    O secretário de Estado, Mike Pompeo, adotou linha semelhante. Segundo ele, Maduro estava pronto para deixar a Venezuela, mas foi convencido pelos russos a ficar. “Ele tinha um avião na pista, estava pronto para sair. Pelo que sabemos, os russos lhe disseram que deveria ficar”, disse Pompeo em entrevista à CNN. O destino do venezuelano era Havana.

    Intensificando a pressão contra Maduro, os EUA ofereceram nesta terça-feira, 30, a ampliação da anistia e fim das sanções aos que deixarem de dar suporte a Maduro. O Departamento do Tesouro americano divulgou que “o caminho para alívio de sanções individuais é mudar o comportamento através do apoio a um líder venezuelano democraticamente eleito e àqueles que buscam a restauração da democracia”.

    O senador republicano Marco Rubio, considerado um dos principais articuladores da política anti-Maduro no governo de Donald Trump, sugeriu que aqueles que recuaram podem acabar sem respaldo de nenhum dos lados. “Estou vendo tuítes de apoio a Maduro de alguns daqueles oficiais de alto nível que estavam trabalhando para removê-lo. Mas os cubanos e o regime sabem o que vocês estão fazendo. E, se não sabem, saberão muito em breve. E aí? Sejam espertos, não atrasados”, escreveu Rubio.

    Em outra frente de pressão, o presidente Donald Trump ameaçou Cuba, um dos aliados mais próximos do chavismo. “Se as tropas cubanas e as milícias não interromperem imediatamente as operações militares na Venezuela, vamos impor um embargo pleno e total, com sanções de alto nível”, tuitou Trump.

    Bolton afirmou na terça-feira, 30, que Trump – quem, segundo ele, está acompanhando a situação minuto a minuto – espera ver uma transição de poder “pacífica”, mas repetiu a retórica de que “todas as opções estão na mesa”. A Casa Branca tem usado a frase para deixar no ar uma ameaça militar contra Maduro. 

    “Como eu disse, todas as opções continuam sobre a mesa. Eu não vou ser mais específico do que isso. Desde o início, dissemos que seria um grande erro de Maduro usar a força contra civis inocentes”, afirmou Bolton, ao responder jornalistas na Casa Branca. Nos bastidores, contudo, assessores consideram improvável que Washington use a força na região sem respaldo dos vizinhos. Brasil e Colômbia já se manifestaram publicamente contra qualquer ação militar.

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