Fonte: OpenWeather

    RELEMBRE O ANO


    O ano das crises: o que foi notícia no país e no mundo em 2020

    Pandemia com mais de 1,7 milhões de mortos, maior índice de desmatamento em anos e corrida por uma vacina contra a Covid-19. Relembre o traumático 2020

    Ano foi marcado pela pandemia de Covid-19 e aumento da crise ambiental | Foto: divulgação

    Manaus - 2020 já está assinalado na história como 'o ano em que a terra parou'. Economia, escolas e trabalho foram interrompidos, parcial ou totalmente por causa da pandemia da Covid-19. Mas, para além disso, o mundo viu ainda o aumento das queimadas e a mudança nos ares da política, com a ascensão de novos líderes de esquerda. Relembre os principais fatos que marcaram o país e o mundo. 

    Pandemia

    É unânime que o principal acontecimento do ano (e talvez do século) tenha sido a pandemia da Covid-19 que assolou o mundo em 2020. O primeiro caso oficial no mundo foi registrado ainda em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan, na China. Apesar disso, o coronavírus só ganhou status de pandemia no dia 11 de março.

    O Brasil teve seu primeiro caso confirmado no dia 26 de fevereiro, de um homem de 61 anos que havia viajado para a Itália na semana do dia 9 de fevereiro, e retornado para São Paulo (SP). A primeira morte pela doença no país foi registrada na mesma cidade, porém em 12 de março. A vítima foi uma mulher de 57 anos.

     

    Cemitério em Manaus (AM)
    Cemitério em Manaus (AM) | Foto: Divulgação

    Pela alta de casos que se sucedeu, o governo federal e o Congresso Nacional lançaram uma série de medidas para reduzir os impactos na saúde e na economia. Os principais planos executados são o auxílio emergencial de R$ 600 para as pessoas mais carentes e a redução de jornada e salário de trabalhadores formais, para diminuir o impacto no desemprego. Mesmo com essas medidas, o Brasil encerrou o ano com 14,1 milhões de desempregados, um aumento de 14,6%. 

    O pico da pandemia foi registrado a partir de abril e seguiu até julho, quando o país registrou a histórica marca de 1.595 mortes pela doença, em 29 de julho.

     

    Internações para Covid-19 têm aumentado no fim do ano
    Internações para Covid-19 têm aumentado no fim do ano | Foto: Brayan Riker/Em Tempo

    A partir de setembro o número de mortes começou a cair, mas em novembro viu-se um novo aumento. Desde então, o Brasil tem visto um aumento considerável de casos e mortes por coronavírus, o que já é chamado de 'segunda onda' da pandemia.

    Até 30 de dezembro, o vírus já havia infectado 7,5 milhões de brasileiros e causado a morte de 192 mil vítimas da doença. Ao redor do mundo, a doença havia sido registrada em 82 milhões de pessoas, com 1,7 milhões de mortes.

    Crise política no Brasil

    O então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta foi demitido do cargo no dia 16 de abril, após embates com Bolsonaro, em especial por não concordar com a visão anticiência do presidente. Pelo mesmo motivo, caiu também, em 15 de maio, o ministro da Saúde que o sucedeu, o médico Nelson Teich. 

     

    Bolsonaro esteve no centro das principais crises políticas do país
    Bolsonaro esteve no centro das principais crises políticas do país | Foto: Arquivo/Agência Brasil

    Apesar disso, a saída considerada mais impactante foi a de Sérgio Moro, ministro da Justiça e da Segurança Pública. O titular da pasta ainda acusou Jair Bolsonaro de tentar interferir no comando da Polícia Federal, no Rio de Janeiro, onde seu filho é investigado por prática de "rachadinha" na Assembleia Legislativa Estadual. O fato gerou um processo que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar o suposto crime.

    Isolado com seus remédios ineficazes para Covid-19, como a hidroxicloroquina, Bolsonaro precisou se aliar ao chamado 'centrão', grupo de partidos do Congresso Nacional que é conhecido por estar com quem tem 'a bola da vez'. Sua aliança com o bloco foi marcada pela indicação do político Fábio Faria (PSD) para o cargo de ministro das Comunicações.

    A política ao redor do mundo

    No debate público ao redor do mundo, o principal assunto do ano foi a vitória do democrata Joe Biden e sua vice Kamala Harris, a primeira mulher e negra no cargo. Do lado derrotado ficou o republicano Donald Trump, que demorou para aceitar a perda. 

     

    Joe Biden é eleito presidente dos Estados Unidos
    Joe Biden é eleito presidente dos Estados Unidos | Foto: Divulgação

    Também no dia 30 de dezembro, a Argentina de Alberto Fernandez, um político de esquerda, aprovou o aborto legal, seguro e gratuito que passa a valer até a 14ª semana de gravidez. A decisão colocou a Argentina como o sexto país da América Latina a realizar o efeito. No Brasil, a prática só é permitida em casos de estupro, ameaça à saúde da mulher ou anencefalia do bebê.

    Pressões climáticas e ambientais

    Em 2020, o Brasil voltou a ser notícia mundial após registrar alta de queimadas e desmatamento em três grandes biomas: Amazônia, Pantanal e Cerrado. No primeiro foi um aumento de 9,5% na devastação, enquanto no segundo, 27% de toda a sua extensão queimou este ano. Foram mais de 4 milhões de hectares perdidos para o fogo. Cerrado teve aumento de 13% no desmatamento.

     

    Queimadas bateram novos recordes em 2020
    Queimadas bateram novos recordes em 2020 | Foto: Arquivo/GreenPeace

    O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou ainda na campanha que pretende aplicar sanções ao Brasil caso o país não busque diminuir os atuais números. 

    Crise na economia

    O saldo da pandemia foi negativo ainda para a economia mundial.  Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Produto Interno Bruto (PIB) mundial caiu - 4,9%, em 2020, número similar ao alcançado durante a Segunda Guerra Mundial. Já o Brasil viu a soma da sua produção econômica de 2020 cair -6,5%, o pior resultado em 120 anos. No meio desta tempestade em alto mar é que as pequenas empresas tentam, a nado, sobreviver.

     

    Inflação teve alta a partir de agosto
    Inflação teve alta a partir de agosto | Foto: Arquivo/Agência Brasil

    Disputa pela vacina

    Notícia nos últimos meses do ano, as vacinas se tornaram os centros das atenções após as empresas Pfizer e Sinovac anunciarem eficácia de 95% e 97%, respectivamente, em seus imunizantes para a Covid-19.

     

    Nova briga mundial é pelas doses do imunizante contra a Covid-19
    Nova briga mundial é pelas doses do imunizante contra a Covid-19 | Foto: Divulgação

    De repente, países mais ricos se apressaram para compra as doses disponíveis e as futuras, em determinados casos, o dobro da população de seus países.

    Os Estados Unidos gastaram mais de 2 bilhões de dólares em cerca de 100 milhões de doses da Pfizer e Biontech, outra empresa do ramo. Da mesma forma, a China também adquiriu 100 milhões de doses através da Biontech.

    O Brasil ainda não anunciou compra de nenhuma das vacinas, mas investiu R$ 1,2 bilhões na vacina que está sendo desenvolvida pela universidade de Oxford em parceria com o Instituto Butantan. 

     Leia mais: 

    Retrospectiva do esporte em 2020: mudanças, despedidas e consagrações

    Artistas amazonenses revelam esperanças para 2021

    Comentários