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    EUA


    Julgamento do caso George Floyd chega à fase final

    Nas ruas perto do tribunal, comércios e empresas fecharam as portas temendo novos protestos

     

     Imagens da ação policial desencadearam os maiores protestos dos últimos anos contra a violência policial contra negros
    Imagens da ação policial desencadearam os maiores protestos dos últimos anos contra a violência policial contra negros | Foto: Caitlin Ochs

    Sob forte clima de tensão nas ruas, acusação e defesa apresentaram nesta segunda-feira (19) seus argumentos finais no julgamento da morte de George Floyd, quase três semanas após o início do processo. Nas ruas perto do tribunal, comércios e empresas fecharam as portas temendo novos protestos.

    A corte também foi cercada com arame farpado, e a segurança foi reforçada com soldados armados da Guarda Nacional. Escolas da região irão interromper as aulas presenciais a partir de quarta-feira.

    O júri, formado por 12 pessoas e mais dois suplentes, é composto por seis mulheres brancas, dois homens brancos, três homens negros, uma mulher negra e duas mulheres multirraciais, de acordo com documentos do tribunal.

    Nesta segunda-feira, o promotor Steve Schleicher pediu aos jurados para “acreditarem no que seus olhos veem” enquanto reproduzia o vídeo que mostrava o ex-policial branco Derek Chauvin, de 45 anos, imobilizando Floyd, um homem negro de 46 anos, com o joelho em seu pescoço por nove minutos, em 25 de maio do ano passado.

    O principal advogado de Chauvin, Eric Nelson, por sua vez, rebateu a acusação dizendo que Chauvin se comportou como qualquer “policial razoável”, e seguiu o treinamento que recebeu ao longo de 19 anos no Departamento de Polícia de Minneapolis.

    Ao longo do julgamento, os promotores acusaram Chauvin de ter usado força desproporcional, deixando Floyd sem oxigênio. Já os advogados do ex-policial argumentaram que ele seguiu corretamente o treinamento e procuraram levantar dúvidas sobre a causa da morte.

    Protestos

    Durante as alegações finais, Schleicher repetiu uma frase inúmeras vezes: “nove minutos e 29 segundos”, tempo em que Chauvin foi filmado pressionando o joelho contra o pescoço do Floyd, já desacordado.

    As imagens ganharam o mundo e desencadearam os maiores protestos dos últimos anos contra a violência policial contra negros.

    Chauvin deteve Floyd por supostamente usar uma nota falsificada de US$ 20 para comprar cigarros. O vídeo da morte de Floyd, que foi exibida de vários ângulos, tornou-se uma peça central do julgamento. Os jurados passaram horas assistindo e revendo as imagens no tribunal.

    De acordo com a defesa, Floyd teria morrido devido aos efeitos das drogas que usou, e não por asfixia.

    O laudo toxicológico afirma que o homem tinha fentanil e metanfetamina no corpo, mas os médicos legistas do Ministério Público afirmaram que a morte ocorreu devido à falta de oxigênio.


    Com informações do jornal O Globo


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