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    Pandemia


    Biden pede relatório sobre origem do novo coronavírus

    Presidente do EUA deu prazo de 90 dias para que informações sejam apresentadas

     

    Presidente afirma que a comunidade de Inteligência americana ainda trabalha com os dois cenários para o surgimento do novo coronavírus
    Presidente afirma que a comunidade de Inteligência americana ainda trabalha com os dois cenários para o surgimento do novo coronavírus | Foto: Divulgação/AFP


    Em meio a questionamentos sobre a narrativa oficial do governo chinês de que o novo coronavírus surgiu na natureza, o presidente dos EUA Joe Biden pediu que agências de Inteligência do país intensifiquem os esforços para descobrir a origem do vírus e apresentem, em 90 dias, informações que permitam determinar se ele foi transmitido de animais silvestres a humanos, ou se escapou por acidente de um laboratório em Wuhan.

    A versão chinesa é, até agora, a mais aceita por autoridades ao redor do mundo e pela própria Organização Mundial da Saúde (OMS), que vê a hipótese de que ele tenha sido criado em laboratório como "extremamente improvável".

      Contudo, desde o início do ano, um número cada vez maior de cientistas vem questionando essa ideia, colocando em xeque o inquérito conduzido pela OMS, em parceria com a China. Para muitos, inclusive dentro do governo Biden, é necessária uma investigação mais transparente e sem o que consideram ser uma influência de Pequim.  



    “O mais provável é que o vírus tenha surgido naturalmente. Mas não podemos excluir a possibilidade de algum tipo de acidente de laboratório. Por isso defendemos que a OMS precisa voltar [a Wuhan] e tentar novamente, depois que a primeira fase de sua investigação não deixou ninguém satisfeito”, declarou Francis Collins, diretor dos Institutos Nacionais de Saúde, em audiência no Congresso.

    Esforços redobrados

    No comunicado desta quarta-feira, Biden afirma que a comunidade de Inteligência americana ainda trabalha com os dois cenários para o surgimento do novo coronavírus, mas ainda não chegou a uma conclusão definitiva.

    Por isso, defende que sejam redobrados os esforços para obter informações confiáveis, o que inclui questões diretas a Pequim com o apoio de aliados.

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    Os EUA continuarão a trabalhar com seus parceiros pelo mundo para pressionar a China a que participe de uma investigação internacional ampla, transparente e baseada em evidências, para que forneça acesso completo a todas informações relevantes "

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    A ideia de um novo inquérito já foi colocada em discussão durante a o encontro anual da OMS, que acontece essa semana.

    “Nós reforçamos a necessidade de uma investigação ampla e liderada por especialistas sobre a origem da Covid-19”, afirmou, na terça, Jeremy Konydyk, representante dos EUA na OMS. Países como Japão, Austrália e Reino Unido adotaram o mesmo discurso na reunião.

      No fim de semana, o jornal Wall Street Journal divulgou um susposto relatório da inteligência americana apontando que três pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan procuraram atendimento médico, com sintomas da Covid-19, em novembro de 2019, um mês antes dos primeiros relatos oficiais da doença.



    Apesar de não garantir que os três estavam infectados pelo novo coronavírus, o texto, produzido ainda no governo Trump, reforçaria a necessidade de um inquérito mais amplo sobre as origens do vírus.

    "Dados falsos"

    A divulgação do relatório foi recebida de maneira agressiva por Pequim, que acusou os EUA de promoverem a teoria de que o novo coronavírus teria escapado por acidente de um laboratório.

     O porta-voz da chancelaria afirmou que os dados são “completamente falsos”, e acusou o governo americano de conduzir atividades biológicas em uma base no estado de Maryland, que, para Pequim, deveriam ser investigadas.

    * Com informações do UOL


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