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    Brasileiros são os que menos mentem no currículo, diz estudo

    Estudo realizado em seis países, revela que profissionais do Brasil são os que menos mentem nos currículos, em entrevistas de emprego ou no perfil do LinkedIn

    Estudo revela que brasileiros e franceses são os profissionais que menos mentem para "inflar" o currículo | Foto: Reprodução

    Um estudo revelou que profissional brasileiro é o que menos mente na hora de preparar o currículo. A pesquisa “Lacuna de Habilidades”, realizada pela plataforma online Udemy, avaliou perfis de mais 6 mil profissionais no Brasil, Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos e México. O estudo também avaliou perfis no “LinkedIn”, uma rede social voltada para o mercado de trabalho.

    Conforme os dados coletados na pesquisa, os brasileiros e franceses (ambos com 10% ou 1 a cada 10 entrevistados) são os menos prováveis a mentir no currículo, no LinkedIn ou mesmo nas entrevistas, enquanto que os espanhóis (24%) e mexicanos (21%) são os mais propensos a mentis para avançar na carreira.

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    A competitividade tem impacto direto nas expectativas de crescimento no emprego. O relatório diz que, no Brasil, 45% dos profissionais abaixaram suas expectativas com relação às possibilidades de carreiras nos últimos anos. No polo oposto estão os trabalhadores alemães e americanos, com apenas 37% e 39%, respectivamente.

    Em nível geral, os trabalhadores em todo o mundo estão cientes de que existe uma falta de habilidades em relação ao que o mercado de trabalho atual exige. O Brasil é o país onde essa crença ganha mais força, com 98% dos trabalhadores acreditando que esse déficit de conhecimentos realmente existe. Na Espanha, por exemplo, este índice é de 65%.

    O estudo “Lacuna de Habilidades” também inclui um ponto sobre o impacto do treinamento recebido na formação profissional. A este respeito, os três países da América que receberam a pesquisa – o Brasil (43%), os EUA (40%) e o México (35%) – são os que mais apostam em cursos online para manter suas habilidades atualizadas. No caso da França e da Alemanha, seus funcionários optam por bootcamps como a melhor maneira de obter ou atualizar habilidades.

    Entre os profissionais do Brasil, 90% deles afirmam que a falta de recursos financeiros é algo que atrapalha na busca por qualificação (mesmo com 86% dos entrevistados tendo um segundo emprego) – em seguida, eles apontam os poucos recursos tecnológicos, a dificuldade de locomoção, o conhecimento de outro idioma, a falta de tempo e a segurança pública como fatores limitadores para um aperfeiçoamento profissional contínuo.

    Para 49% dos entrevistados brasileiros, sua educação os preparou adequadamente para o seu trabalho. Neste quesito, é o México que está no pódio, com 84% dos entrevistados concordando com a afirmação. Já na Espanha 7 em cada 10 trabalhadores estão satisfeitos e os franceses, por outro lado, estão mais revoltados com a educação recebida, com apenas 47% deles acreditando que foram preparados corretamente para a vida profissional.

    Para 44% dos brasileiros, a localização geográfica é um fator limitador de oportunidades na carreira e, por isso, cerca de 42% recorrem a cursos ou vídeos online para complementar o conhecimento. Já os países que menos acreditam que a localização é um problema estão Alemanha (41%) e México (38%).

    Mesmo assim, em nível geral, os trabalhadores de todos os países estudados estão cada vez mais conscientes da importância de se atualizar constantemente para se manterem competitivos no mercado de hoje.

    No Brasil, 50% dos profissionais consultados acham que é o governo quem deveria pagar por programas e recursos de reciclagem, mas apenas 8% dos entrevistados estão envolvidos atualmente em treinamento com suporte governamental. Assim, 64% dos brasileiros investem seu próprio dinheiro em treinamento online para avançar suas carreiras.

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