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    CASO BERNARDO


    Entenda a estratégia de cada réu no julgamento do 'caso Bernardo'

    Leandro Boldrini apareceu no fórum com uma camiseta na qual se lê 'Pai - Eu Sigo seus Passos - Maria Valentina', nome da meia-irmã do menino

    Bernardo Boldrini tinha 11 anos, quando foi assassinado no dia 4 de abril de 2014
    Bernardo Boldrini tinha 11 anos, quando foi assassinado no dia 4 de abril de 2014 | Foto: Divulgação

    Pelo quinto dia seguido, foi retomado nesta sexta-feira (15), na cidade gaúcha de Três Passos, o júri popular do Caso Bernardo. Conforme o site Veja, o pai do garoto, Leandro Boldrini, apareceu com uma camiseta branca na qual se lê “Pai – Eu Sigo seus Passos – Maria Valentina”, nome da meia-irmã do menino.

    Depois de réplicas e tréplicas da promotoria e dos advogados, previstas para a manhã, na parte da tarde os sete jurados se reúnem para dar seus respectivos entendimentos sobre a possível participação dos quatro réus no assassinato da vítima de 11 anos, no dia 4 de abril de 2014, em decorrência de envenenamento pelo sedativo Midazolan. A partir das alegações dos réus, entenda a estratégia de defesa de cada um:

    Leandro Boldrini, o pai: acusado de ser o mentor do crime em que o filho foi envenenado sem direito a defesa. Ele alega que não sabia de nada e sua única culpa seria ser um pai ausente. Joga toda a responsabilidade em Graciele Ugulini e na amiga dela, Edelvânia Wirganovicz.

    Graciele Ugulini, a madrasta: acusada de assassinar o menino, via oral e intravenosa, com uma superdosagem do remédio Midazolan. Também responde por ter contratado Edelvânia Wirganovicz, pela quantia de 90.000 reais (valor que não chegou a ser pago) para abrir a cova e ajudar na ocultação do cadáver. Ela alega que, na verdade, o menino pegou da bolsa dela a cartela com o remédio, tomou sozinho a droga e morreu. Teria sido um acidente e ela, por medo, decidiu ocultar o cadáver.

    Edelvânia Wirganovicz, amiga de Graciele: assume ter aberto a cova, mas nega participação no homicídio. De acordo com sua versão, ela cavou o buraco no mesmo dia da morte, e não dois dias antes, como alega o Ministério Público. Não teria sido algo previamente planejado. Segundo a ré, ela abriu a cova mediante ameaça de Graciele. Nega ter recebido dinheiro por tal trabalho.

    Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia: preso preventivamente por participação no homicídio e ocultação de cadáver. Ele nega toda e qualquer participação. Diz não ter ido abrir a cova dois dias antes, e que na verdade foi pescar na região na mesma data — conforme sua versão, no primeiro interrogatório ele mentiu ao afirmar que não tinha ido ao local porque ficou com medo.

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