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    Tragédia pessoal


    Grávida tem AVC na porta da igreja e morre antes de subir ao altar

    O bebê foi salvo e está na UTI Neonatal, e ps órgãos de Jéssica foram doados

    Jéssica e Gonçalves decidiram casar antes do nascimento da filha
    Jéssica e Gonçalves decidiram casar antes do nascimento da filha | Foto: Reprodução

    Uma grávida morreu, no domingo (15), enquanto se preparava para subir ao altar.  Jéssica Victor Guedes, de 30 anos, estava grávida de 7 meses, quando passou mal durante o trajeto para a igreja onde aconteceria a cerimônia do casamento e morreu no hospital em São Paulo. 

    Casar e ser mãe, esse era o sonho da gestante Jéssica. Quando engravidou do noivo, o tenente Gonçalves, eles decidiram realizar a cerimônia de casamento, antes da filha Sophia, nascer. 

    Enquanto se preparava para o casamento, Jéssica começou a se sentir mal, e ela e família acharam que era ansiedade, afinal, tinha chegado o grande dia. No trajeto até a igreja, onde o noivo e os convidados a aguardavam para a cerimônia matrimonial, ela começou a se sentir mal novamente.

    A família foi avisada e o noivo, que já estava à espera, foi ver o que estava acontecendo e encontrou Jéssica desacordada, na porta da igreja. Como ele foi bombeiro, fez os primeiros socorros na noiva, antes da ambulância chegar. 

    Ela foi levada a um hospital de da capital paulista que o convênio atendia, porém, devido à complexidade do caso, foi transferida para o Hospital e Maternidade Pro Matre Paulista (SP), que não faz parte da cobertura do seu convênio. Jéssica teve um AVC hemorrágico, por conta de uma pré-eclâmpsia, e já chegou à maternidade sem atividade cerebral. 

    Segundo a Tenente Mariana, da Seção de Comunicação Social do 46ºBatalhão da Polícia Militar, a equipe realizou uma cesárea de emergência para salvar a vida da pequena Sophia, que nasceu de 29 semanas, pesando 1 kg. A bebê prematura está recebendo todos os cuidados na UTI Neonatal. 

    Como o casal gastou muito com o casamento e o noivo, na tentativa de salvar Jéssica e filha, decidiu levá-la ao hospital que não era coberto pelo seu convênio, amigos decidiram fazer uma vaquinha virtual para ajudar com os custos de internação e UTI, inclusive da pequena Sophia. 

    “Jéssica estava fazendo acompanhamento pré-natal, não teve nenhum pico de pressão alta durante toda a gestação e era saudável, fazia atividade física e se alimentava bem”, disse a tenente Mariana. 

    Com a constatação da morte cerebral de Jéssica, a família decidiu atender ao próprio pedido dela e doaram os órgãos. 

    Em nota, a maternidade Pro Matre Paulista disse que “No momento, toda a equipe da maternidade está priorizando o apoio, conforto e atenção às famílias do tenente Gonçalves e da paciente, ajudando-as com todas as providências necessárias, diz a nota. 

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