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    Pai pede socorro após filho ter pênis amputado em cirurgia de fimose

    A família está fazendo uma campanha na internet para arrecadar recursos para a cirurgia reparadora na criança

    O procedimento cirúrgico foi feito no dia 16 de setembro | Foto: Divulgação

    Um menino de 3 anos teve o pênis amputado durante uma cirurgia de fimose realizada no Hospital Municipal Dr. Carlos Marx, em Malacacheta, no Vale do Rio do Doce, em Minas Gerais.

    A família do menino está fazendo uma campanha na internet (vaquinha eletrônica) para arrecadar recursos para a cirurgia reparadora na criança. Alberthy, de 24, afirma que o filho foi vítima de erro médico.

    O caso é investigado por meio de inquérito policial, presidido pela delegada Mariana Grassi Ceolin, da delegacia de Polícia Civil de Teófilo Otoni, que responde pela comarca de Malachacheta.

    O pai do menino, o estudante de engenharia Alberthy Rocha Amaral Camargos, informou que, nesta quinta-feira (17), vai levar o menino a Teófilo Otoni para exame de corpo de delito, procedimento da investigação.

    O médico responsável pela cirurgia na criança morreu dois dias após o procedimento, realizado em 16 de setembro. A causa da morte teria sido infarto, segundo Alberthy Rocha. “Mas, queremos que todos os envolvidos sejam responsabilizados. O corporativismo dentro de um hospital não pode sobrepor à vida e à dignidade do ser humano”, cobra o estudante de agronomia.

    Em entrevista, nesta semana, a delegada Mariana Grassi declarou que o inquérito para apurar o caso foi aberto a pedido do Ministério Publico Estadual. Ela informou que recolhe documentos e que ainda não iniciou a fase de depoimentos.

    Informou, ainda, que vai apurar se a responsabilidade do caso foi do médico que morreu ou se houve o envolvimento de outros profissionais.

    Alberthy Rocha relatou que, há aproximadamente um ano, separou da ex-mulher e a criança ficou com ele e com a avó da criança. Ele disse que, por orientação médica, o menino precisou passar por uma cirurgia, agendada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Ele conta que a cirurgia durou quatro horas. E, quando o procedimento terminou, a criança reclamava de muita dor e tontura. Também notou que os lençóis estavam ensanguentados. Foi aí que percebeu que o órgão do garoto tinha sido decepado.

    O pai afirma que chegou a questionar o médico responsável pelo procedimento, que não admitiu o erro. “Ele falou que eu tinha assinado um termo, reconhecendo que a cirurgia tinha riscos e que tinha tirado a pele... E que dentro de 10 dias começaria a desinchar e que o pênis (do menino) começaria a 'aparecer' e meu filho ficaria bem”, relatou.

    Ele informou que, na madrugada seguinte, levou o filho para Teófilo Otoni, onde a criança foi examinada por um pediatra e por um urologista. Na sequência, o menino passou por uma avaliação médica mais detalhada no Hospital Santa Rosália, onde foi constada a amputação do órgão genital.

    Alberthy Rocha disse que, ainda em Teofilo Otoni, um médico especialista medicou a criança com um antibiótico para evitar infecção e medicamentos para dor e realizou a reconstrução do coto.

    O pai diz que, agora, passado um mês do procedimento e do suposto erro médico, o menino está bem. Mas, além do desejo da apuração do caso, sua luta agora é encontrar um especialista que possa fazer a reconstrução do pênis da criança.

    O estudante de agronomia disse que tem uma conhecida, que fez contato com um médico de Salvador (primo dela), que faz a cirurgia do caso indicado. “Mas, estamos procurando outros especialistas, não só em Salvador, como também em Belo Horizonte e São Paulo”, afirmou Alberthy.

    Ele também declarou que ainda não sabe que tipo de procedimento será feito – se necessária uma prótese, por exemplo. Por isso, ainda não estimulou meta de valor a ser arrecadado pela “vaquinha eletrônica” na internet.

    “Por enquanto, estamos pesquisando e procurando respostas em relação ao custo e ao próprio procedimento”, disse Alberthy. Até ás 20h desta quarta-feira, a campanha eletrônica arrecadou R$ 17.781,80.

    Fonte: Estado de Minas

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