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    Saiba mais sobre o lobo-guará, que vai ilustrar a nota de R$ 200

    Além do Brasil, o lobo-guará pode ser encontrado em regiões da Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru e Uruguai

    Na natureza, o lobo-guará vive cerca de 15 anos
    Na natureza, o lobo-guará vive cerca de 15 anos | Foto: Divulgação

    Parente dos lobos selvagens e dos cachorros domésticos, o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) é um animal típico do Cerrado e maior canídeo da América do Sul, podendo atingir até um metro de altura e pesar 30 quilos. Além do Brasil, pode ser encontrado em regiões da Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru e Uruguai.

    Altivo, esguio e elegante, também é conhecido como lobo-de-crina, lobo-vermelho, aguará, aguaraçu e jaguaperi, todos nomes atrelados a sua bela pelagem laranja-avermelhada, que o torna um dos mais belos animais brasileiros.

    Na natureza, vive cerca de 15 anos. A cada gestação, que dura pouco mais de dois meses, nascem em média dois filhotes. Apesar do porte imponente e da alcunha de “lobo”, é tímido, solitário e praticamente inofensivo, preferindo manter distância de populações humanas.

    Usa suas presas para se alimentar de pequenos animais, como roedores, tatus e perdizes, além de frutos variados do Cerrado, como o araticum e a lobeira (Solanum lycocarpum), alimento muito consumido pelo guará.

    O Guará tem seus filhotes somente em junho e, quando nascem, a fêmea não sai da toca e é alimentada pelo macho. Os filhotinhos nascem pretos, com a ponta da cauda branca. Geralmente, são apenas dois a cada gestação. É avistado normalmente circulando por grandes campos nos fins de tardes e durante as noites.

    Nessa rotina, costuma cruzar estradas onde muitas vezes é atropelado. A ampla fragmentação dos remanescentes de Cerrado faz com que animais tenham que deixar refúgios de matas para se alimentar e reproduzir, tornando-se vítimas de automóveis e caçadores, por exemplo.

    Entre fevereiro e junho deste ano, um projeto do Instituto Brasília Ambiental registrou 141 atropelamentos na região da Reserva da Biosfera do Cerrado (Estação Ecológica de Águas Emendadas, Parque Nacional de Brasília, Reserva Ecológica do IBGE, Estação Ecológica do Jardim Botânico de Brasília e Fazenda Água Limpa da Universidade de Brasília).

    Desse total, 26% eram animais domésticos, e 104 espécimes silvestres - 43,3% de aves, 33,7% de répteis e 23% de mamíferos, incluindo lobos-guará, espécie mundialmente reconhecida como ameaçada de extinção.

    Texto extraído do site oficial da WWF-Brasil, que executa dezenas de projetos ambientais em parceria com ONGs regionais, universidades e órgãos governamentais*

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