Fonte: OpenWeather

    Cobras


    Naja que picou estudante já tem novo lar

    Além dela, cinco cobras, vieram do Zoológico de Brasília após serem apreendidas como porte ilegal

    O Instituto recebeu as serpentes com ajuda do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA)
    O Instituto recebeu as serpentes com ajuda do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) | Foto: Reprodução/TV Globo

    As cobras peçonhentas Naja Kauothia e víbora-verde-voguel e outras cinco não peçonhentas cobras-do-milho (corn snake) já estão no Instituto Butantan. As espécies estavam no Zoológico de Brasília e chegaram ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, nesta quarta-feira (12). Esta mesma Naja recebida pelo Instituto foi quem picou o estudante de veterinária João Pedro Krambeck, que após investigações é acusado de tráfico internacional de animais e está preso.

    O Instituto recebeu as serpentes com ajuda do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). Os répteis foram registrados e passaram por exames para entrar em quarentena no período de 30 a 40 dias. Ainda será definido o destino das espécies, que poderão ser encaminhadas ao Museu Biológico ou ter atividades científicas e de educação ambiental. 

    "O Butantan tem um papel atuante em casos como este. Não somos uma entidade fiscalizadora, mas, sim, de apoio aos órgãos responsáveis. Isso se dá por conta do nosso trabalho histórico com animais peçonhentos e venenosos. Há muitos anos que trabalhamos junto com o Ibama e a polícia Ambiental no recebimento de animais apreendidos tanto da fauna brasileira, como da fauna exótica", informou, por meio de nota, o diretor do Museu Biológico, Giuseppe Puorto.

    A assessoria de imprensa do Instituto ainda afirmou que já mantém uma outra Naja Kaouthia em exposição no Museu, transferida em 2017, após ser encontrada em Balneário Camboriú (SC). 

    Estudante picado

    No mês passado, a Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu mais cinco cobras exóticas na Operação Snake, que apura um suposto esquema de tráfico internacional de animais silvestres. Pelo menos três pertencem a Pedro Henrique Krambeck, suspeito de integrar o esquema.

    As serpentes estavam com amigos do estudante de veterinária. No mês passado, ele foi picado por uma Naja, chegou a ficar em coma e foi preso. Pedro foi multado em R$ 61 mil pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

    Os agentes ainda encontraram mensagens de Fabiana Volkweis, professora de Pedro e do amigo dele, Gabriel Ribeiro, suspeito de fazer parte da rede de tráfico. Em um dos trechos, ela diz para "soltarem as cobras no mato".

    Comentários